Uma música originalmente gerada por inteligência artificial, intitulada 'Sina de Ofélia', tornou-se um fenômeno no Brasil, sendo regravada dezenas de vezes por artistas humanos. A faixa é uma versão brasileira do hit 'The Fate of Ophelia', de Taylor Swift, e começou a viralizar em dezembro de 2025.
No Spotify, existem pelo menos 40 faixas com o nome 'Sina de Ofélia', três das quais aparecem no ranking Viral 50. No YouTube, o título está presente em mais de 30 vídeos, muitos deles clipes produzidos por inteligência artificial. A primeira versão, de autoria desconhecida, foi criada com ferramentas de IA que transformaram a canção original em um pop abrasileirado com elementos de samba e funk.
O uso de vozes de artistas como Luísa Sonza e Dilsinho sem autorização gerou controvérsia, mas ambos os cantores reagiram com humor, publicando vídeos dublando a música. O apoio dos artistas impulsionou a repercussão, e a faixa ganhou videoclipes de IA que acumulam milhões de visualizações.
Após ser removida temporariamente do Spotify e do YouTube, 'Sina de Ofélia' retornou às plataformas com ainda mais versões, abrangendo gêneros como sertanejo, forró, pagode baiano e trap. A letra raramente é alterada, mas os vocais são frequentemente replicados de outros cantores, como Felipe Amorim e Duda Kropf.
Especialistas apontam que, por não ter autorização de Taylor Swift, os criadores originais das versões de IA não possuem direitos sobre 'Sina de Ofélia', o que impede que contestem regravações humanas. Advogados consultados destacam a informalidade do mercado musical e a necessidade de maior rigor das plataformas digitais no combate a violações de direitos autorais.



