As profecias atribuídas a Nostradamus para 2026 voltam a despertar curiosidade e temor, com interpretações de suas quadras apontando para catástrofes e conflitos. Embora o astrólogo e médico francês Michel de Nostredame, conhecido como Nostradamus, nunca tenha mencionado explicitamente o ano de 2026 em sua obra “Les Prophéties”, publicada em 1555, entusiastas costumam associar datas futuras às quadras numeradas do livro, especialmente as de número 26.
Uma das passagens mais citadas é a quadra I:26, na qual Nostradamus escreve que “o grande homem será derrubado durante o dia por um raio”. Segundo o New York Post, a leitura mais recorrente associa o trecho à morte de uma figura masculina importante ou a um golpe político capaz de desestabilizar um regime. Outra previsão frequentemente mencionada aparece na quadra II:26: “Por causa do favor que a cidade mostrará, o Ticino transbordará com sangue”. O Ticino é uma região suíça de língua italiana, e em 2025, células-tronco do sangue do cordão umbilical de parturientes da região passaram a ser preservadas, levando alguns intérpretes a uma leitura menos literal da profecia.
Conflitos marítimos também aparecem nas supostas previsões para 2026. Na quadra VII:26, Nostradamus menciona “foists e galés ao redor de sete navios”, descrevendo o início de uma “guerra mortal”. Foists são embarcações leves à vela, enquanto galés são navios movidos a remos, sugerindo confrontos no mar. Ainda na quadra I:26, o autor faz referência a “um grande enxame de abelhas” e a uma emboscada noturna, imagem que teóricos da conspiração associam à política, interpretando o símbolo como um alerta sobre o fortalecimento de regimes totalitários ou movimentos autoritários ao longo de 2026.
Para 2025, Nostradamus teria previsto o fim da guerra na Ucrânia, a queda de um grande asteroide na Terra, inundações na Amazônia e o surgimento de um “império aquático”. No entanto, a NASA registrou a passagem de 191 corpos celestes potencialmente perigosos no último ano sem impactos catastróficos. Em fevereiro e março de 2025, o rio Ene, na bacia amazônica peruana, sofreu chuvas intensas após seca prolongada, provocando inundações que atingiram comunidades indígenas Asháninka. O conflito na Ucrânia segue sem desfecho, apesar de o presidente russo Vladimir Putin ter sinalizado a possibilidade de negociações de paz. Quanto ao “império aquático”, algumas interpretações associam a profecia ao avanço da inteligência artificial, cujos centros de processamento utilizam grandes volumes de água para resfriamento.
Marcada por imagens como “chuva de sangue” e cenários de destruição, a obra de Nostradamus reflete sua influência pelo Antigo Testamento e o trauma pessoal de ter perdido familiares para a peste. Escritas de forma ambígua e simbólica, suas quadras continuam abertas a interpretações, mantendo “Les Prophéties” como um clássico que, séculos depois, ainda intriga leitores.



