Política migratória dos EUA cria obstáculos para Copa do Mundo 2026
Política migratória dos EUA cria obstáculos para Copa do Mundo 2026

As políticas migratórias dos Estados Unidos estão impondo desafios inéditos a jogadores, árbitros e comissões técnicas de países considerados 'hostis' para a Copa do Mundo de 2026. O árbitro somaliano Omar Artan, mesmo com visto válido, foi barrado na imigração americana, tornando-se o primeiro caso registrado de um árbitro impedido de entrar no país-sede para o torneio. A Fifa afirmou que não se envolve nos processos de imigração dos países-sede e que foi informada de que a situação de Artan não será alterada.

Outro incidente envolveu a seleção do Iraque: o fotógrafo Talal Saleh foi barrado em Chicago, e o atacante Aymen Hussein foi retido por sete horas antes de ser liberado. O meia haitiano Woodensky Pierre enfrentou uma longa jornada para obter o visto e se juntar à delegação na Flórida, enquanto outros membros da equipe ainda aguardam autorização.

As restrições afetam sete países classificados para a Copa, incluindo Irã e Haiti, que estão em uma lista de nações com entrada praticamente proibida nos EUA. Agentes do ICE participarão da segurança do evento, e há temores de prisões de estrangeiros nos estádios, possibilidade não descartada pelo Departamento de Segurança Interna.

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O governo americano defende a aplicação da lei e dos padrões de segurança nacional, enquanto críticos apontam contradições entre a promessa de um Mundial unificador e as barreiras migratórias. A ex-chefe de diplomacia esportiva do Departamento de Estado, Ashleigh Huffman, destacou que o evento força conversas sobre acessibilidade, direitos humanos e imigração.

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