Nicole Silveira conquista 11º lugar no skeleton e faz história para o Brasil
Nicole Silveira conquista 11º lugar no skeleton e faz história para o Brasil

Nicole Silveira garantiu a 11ª posição na prova feminina de skeleton das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, disputada em Cortina D'Ampezzo, na Itália. Com o tempo total de 3min51s82, a brasileira de 31 anos superou o 13º lugar obtido em Pequim 2022 e alcançou o melhor resultado de sua carreira olímpica. A performance também representa o melhor desempenho da América Latina na modalidade e do Brasil nos esportes de gelo.

O resultado de Nicole é o terceiro melhor de um atleta brasileiro na história das Olimpíadas de Inverno, atrás apenas do ouro de Lucas Pinheiro no slalom gigante e do 9º lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006. Emocionada, a atleta celebrou a consistência e a evolução ao longo dos anos: “Foi inesquecível, surreal. Queria chegar aqui e ser consistente. Consigo olhar e dizer que sou uma das melhores do mundo”.

A campanha de Nicole começou na sexta-feira, com duas descidas que resultaram nos tempos de 57s93 e 57s85, colocando-a em 12º lugar provisório. No sábado, ela melhorou a largada, mas enfrentou problemas no percurso na terceira descida, registrando 58s11. Ainda assim, ganhou uma posição. Na última bateria, a brasileira fez uma pilotagem sem erros e obteve sua melhor marca do dia: 57s93.

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O ouro da prova ficou com a austríaca Janine Flock (3min49s02), seguida pelas alemãs Susanne Kreher (3min49s32, prata) e Jacqueline Pfeifer (3min49s46, bronze). A esposa de Nicole, a belga Kim Meylemans, também competiu e terminou na sexta posição, com 3min50s67. As duas treinam juntas e formam o “Time BB”, em referência ao Brasil e à Bélgica.

Nicole Silveira nasceu em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e mudou-se para o Canadá aos sete anos. Pratica skeleton desde 2017 e também atua como enfermeira fora da temporada de competições. Emocionada após a prova, ela destacou o apoio recebido: “Os últimos oito anos foram difíceis. Eu não gostaria de competir por outro país que não fosse o Brasil”.

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