Marcos Caruso e Grace Passô vencem Prêmio Shell de Teatro no Rio
Marcos Caruso e Grace Passô vencem Prêmio Shell de Teatro

O ator Marcos Caruso, por sua atuação no monólogo O Escândalo de Philippe Dussaert, e a atriz e dramaturga Grace Passô, pela autoria da peça Vaga Carne, foram os grandes vencedores do 29º Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, nas categorias de melhor ator e melhor autor, respectivamente. A cerimônia de entrega ocorreu na terça-feira, 14 de maio, no tradicional hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio.

Discurso de Caruso e homenagem ao teatro

Em seu discurso, Marcos Caruso relembrou que a primeira vez que concorreu a um prêmio como ator, o vencedor foi Edwin Luisi, justamente o apresentador desta edição da premiação. “Eu me senti no meio de pessoas que eu conheço. Pessoas do teatro, que amam teatro, que dão o sangue pelo teatro”, afirmou o ator. Ele também agradeceu à Shell por manter a premiação ao longo de quase três décadas. “Cultura é para ser cultivada. Cultivar é manter um prêmio por 29 anos”, completou.

A atriz Grace Passô, que está em temporada em São Paulo com o espetáculo Vaga Carne, participou de uma transmissão ao vivo no Facebook do Cultura Estadão na quarta-feira, 15 de maio, para comentar a premiação.

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Homenagem ao Grupo Galpão: 35 anos de teatro popular

A edição deste ano também celebrou as tradições do teatro popular e de rua, com uma homenagem especial à trajetória do Grupo Galpão, que completa 35 anos de atuação na cena teatral brasileira. O grupo é considerado um dos mais importantes do país.

Eduardo Moreira, um dos fundadores do Grupo Galpão, destacou a relevância do teatro para a sociedade. “Um país sem cultura, arte e teatro é um país sem memória. E um país sem memória não tem história, tem um povo sem senso crítico e manipulável”, disse.

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Lista completa de vencedores do 29º Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro

  • Autor: Grace Passô por Vaga Carne
  • Direção: Duda Maia por Auê
  • Ator: Marcos Caruso por O Escândalo de Philippe Dussaert
  • Atriz: Vilma Melo por Chica da Silva, o musical
  • Cenário: André Curti e Artur Luanda Ribeiro por Gritos
  • Figurino: Luiza Fardin por Se eu fosse Iracema
  • Iluminação: Renato Machado por Uma praça entre dois prédios, próximo de um chaveiro, grafites na parede e uma árvore
  • Música: Luciano Moreira e Felipe Vidal por Cabeça [um documentário cênico]
  • Inovação: Rede Baixada em Cena, pelo movimento de discutir a criação estética e o poder de mobilização de 18 coletivos de 13 cidades da Baixada Fluminense.