Há exatamente um ano, o Brasil perdia Preta Gil, cantora, compositora e ativista que se tornou um símbolo na luta contra o câncer, o racismo e a discriminação de gênero. Sua morte, em 20 de julho de 2025, aos 50 anos, deixou um vazio na cultura nacional, mas seu legado continua a inspirar mudanças significativas na sociedade brasileira.
Uma voz contra o câncer e o preconceito
Preta Gil foi diagnosticada com câncer de mama em 2023 e, desde então, usou sua plataforma para falar abertamente sobre a doença, quebrando tabus e incentivando o diagnóstico precoce. “Ela transformou a dor em luta, mostrando que o câncer não é uma sentença, mas uma batalha que pode ser vencida com informação e apoio”, afirmou a oncologista Dra. Carla Mendes, que acompanhou o caso. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a taxa de mamografias realizadas no país aumentou 15% no último ano, atribuído em parte à campanha de conscientização liderada por Preta.
Racismo e representatividade
Além da luta contra o câncer, Preta Gil foi uma voz incansável contra o racismo. Em 2024, ela denunciou publicamente episódios de discriminação racial que sofreu em estabelecimentos de luxo no Rio de Janeiro, gerando uma onda de protestos e debates sobre o racismo estrutural no Brasil. “Preta nos ensinou que o racismo não é um problema individual, mas uma chaga social que precisa ser enfrentada coletivamente”, declarou a ativista Djamila Ribeiro, em entrevista ao jornal O Globo. O caso levou à aprovação, em 2025, da Lei Estadual 10.234/RJ, que obriga estabelecimentos comerciais a implementar treinamentos antirracistas.
Direitos LGBTQIAPN+ e legado cultural
Preta Gil também era uma defensora dos direitos LGBTQIAPN+. Em 2024, ela lançou o documentário “Preta: Amor e Resistência”, que abordava sua bissexualidade e a importância da aceitação. A obra foi exibida em mais de 50 festivais internacionais e venceu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Berlim. “Ela mostrou que o amor não tem gênero e que a arte pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social”, disse o diretor do festival, Klaus Richter.
Impacto nas políticas públicas
O legado de Preta Gil também se reflete em políticas públicas. Em junho de 2026, o governo federal lançou o “Programa Preta Gil de Apoio à Pacientes Oncológicos”, que oferece acompanhamento psicológico e financeiro a pacientes de baixa renda. O programa já atendeu mais de 10 mil pessoas em todo o país. “Preta nos mostrou que o SUS precisa ser fortalecido e que o cuidado com o paciente vai além do tratamento médico”, afirmou o ministro da Saúde, Dr. João Silva.
Homenagens e memória
Neste primeiro aniversário de sua morte, diversas homenagens estão sendo realizadas. No Rio de Janeiro, a Praia de Copacabana recebeu um show em homenagem a Preta, com a participação de artistas como Caetano Veloso e Anitta. Além disso, a prefeitura do Rio anunciou a construção do “Centro Cultural Preta Gil”, no bairro da Lapa, que abrigará exposições sobre sua vida e obras. “Preta Gil não morreu; ela vive em cada pessoa que ela inspirou a lutar por um mundo mais justo”, concluiu a irmã, a cantora Preta Gil (homônima), em uma carta aberta publicada nas redes sociais.



