Fotos icônicas do fotojornalismo brasileiro viram exposição no GLOBO
Fotos icônicas do fotojornalismo brasileiro viram exposição

Fotógrafos do jornal O GLOBO, como Márcia Foletto, Custodio Coimbra, Gabriel de Paiva e Domingos Peixoto, relembram suas fotos mais marcantes, agora parte de uma exposição permanente na Redação. As imagens icônicas variam de tragédias ambientais, como o desastre de Mariana, a momentos de violência urbana.

Exposição celebra o centenário do jornal

A exposição permanente na Redação do GLOBO reúne algumas das fotografias mais emblemáticas do fotojornalismo brasileiro, capturadas por esses profissionais ao longo de décadas de cobertura. A mostra celebra o centenário do jornal e destaca a habilidade e sensibilidade dos fotógrafos em registrar histórias impactantes.

Entre as imagens expostas, está o flagrante de uma morte trágica durante um evento público, que chocou o país pela crueza do momento. Outra foto marcante é a do desastre de Mariana, em 2015, que mostra a destruição causada pelo rompimento da barragem de Fundão.

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Fotógrafos relembram bastidores

Márcia Foletto, uma das fotógrafas homenageadas, conta que a imagem do desastre de Mariana foi feita sob forte comoção. “Era uma cena de devastação total. A lama havia engolido casas e vidas. Tentei mostrar a dimensão da tragédia com respeito às vítimas”, disse.

Custodio Coimbra, por sua vez, relembra o registro de um protesto violento no Rio de Janeiro. “A foto mostra um jovem sendo agredido por policiais. Foi um clique automático, mas que sintetizou a tensão daquele dia”, afirmou.

Gabriel de Paiva destaca a imagem de um incêndio em uma favela, que exigiu coragem para se aproximar do fogo. “O calor era intenso, mas era preciso estar perto para captar o desespero dos moradores”, explicou.

Domingos Peixoto, conhecido por suas fotos esportivas, também contribuiu com imagens de jogos históricos. “Uma foto de um gol decisivo em um clássico carioca se tornou símbolo daquele campeonato”, lembrou.

Impacto das imagens no jornalismo

As fotografias selecionadas não apenas documentam acontecimentos, mas também provocam reflexão sobre a sociedade brasileira. A exposição permanente serve como um memorial do trabalho jornalístico e da importância da imagem na comunicação.

Segundo a organização, a mostra ficará aberta para visitação de funcionários e convidados na sede do jornal, no Rio de Janeiro. A curadoria buscou equilibrar tragédias e momentos de superação, mostrando a diversidade de pautas cobertas pelos fotojornalistas.

O centenário do GLOBO, comemorado em 2025, foi o mote para a criação da exposição. “Queremos valorizar o olhar único de nossos fotógrafos, que muitas vezes arriscam suas vidas para nos contar histórias”, afirmou um porta-voz do jornal.

A exposição já recebeu elogios de críticos de arte e jornalistas, que destacam a curadoria sensível e a qualidade técnica das imagens. Para os fotógrafos, ver seu trabalho reconhecido em uma mostra permanente é uma honra.

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