Uma das maiores fogueiras de São João do Brasil, com 31 metros de altura, queimou por quase 24 horas em Ingaí, no Sul de Minas Gerais. A estrutura foi acesa por volta das 22h de segunda-feira (23) e, no início da noite de quarta-feira (25), por volta das 18h, a brasa ainda permanecia acesa.
A celebração religiosa e cultural é realizada há 93 anos, desde que um raio destruiu a antiga igreja de São Sebastião. Após o acidente, padres e moradores fizeram uma promessa de erguer anualmente uma grande fogueira em honra a São João Batista, pedindo proteção contra desastres naturais.
A construção da estrutura começou em maio e mobilizou cerca de 15 trabalhadores, que utilizaram 280 toras de eucalipto de reflorestamento. O transporte exigiu 34 viagens de caminhão. Segundo os moradores, a montagem envolve dedicação, esforço físico e fé.
A festa reuniu moradores e visitantes, incluindo turistas internacionais, como um grupo de amigos de Honduras. Eles estão em Minas há três semanas e se impressionaram com o tamanho da fogueira. Antes da queima, uma procissão com a imagem de São João Batista percorreu a cidade até o local, onde o padre abençoou a fogueira antes de acendê-la, seguida por queima de fogos.
A tradição não termina com o fim da festa. Fiéis costumam retornar dias depois para recolher cinzas da fogueira, que são usadas nas plantações e hortas como símbolo de proteção e fé. “A fé do povo simples, mas bonita, é o que mantém essa tradição viva”, afirmou o Padre Thairo Mesquita.



