Na era do excesso de estímulo, ninguém vê o homem no mar
Excesso de estímulo digital sufoca criatividade literária

Na era do excesso de estímulo e de julgamentos, ninguém vê o homem no mar. A crônica de Martha Batalha, escritora e jornalista, aponta que as redes sociais podem sufocar a criatividade e impedir o surgimento de novos talentos literários. Para preservar os escritores do bombardeio digital, seria necessário um refúgio sem internet.

O melhor conselho para uma aspirante a escritora

Segundo Batalha, o melhor conselho para quem quer escrever é: nasça em 1940. Naquela época, o ritmo de vida era outro, e os escritores tinham mais tempo para observar, refletir e criar. Hoje, o excesso de estímulos digitais e a pressão por julgamentos constantes nas redes sociais dificultam o processo criativo.

Rubem Braga e o canário na gaiola

A coluna relembra Rubem Braga, um dos maiores cronistas brasileiros, em foto de 27 de julho de 1985. Batalha questiona: se Braga estivesse ativo hoje, seria criticado nas redes pelo canário na gaiola? A pergunta ilustra como o ambiente digital pode ser hostil à liberdade criativa, com julgamentos rápidos e superficiais.

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Menos estímulo, mais criação

Batalha defende que os escritores precisam de menos estímulos, e os leitores também. O excesso de informação e a necessidade constante de engajamento nas plataformas digitais roubam o tempo e a concentração necessários para a produção literária de qualidade. Um refúgio sem internet poderia ser a solução para preservar a criatividade e permitir que novos talentos floresçam.

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