O espetáculo da morte e o declínio das civilizações
O escritor e jornalista José Eduardo Agualusa, em sua coluna, analisa a fragilidade das civilizações diante da banalização da morte. Segundo ele, as sociedades se desmoronam quando transformam a morte dos outros em um grosseiro espetáculo de massas. A reflexão surge a partir da atual tensão entre os Estados Unidos e o Irã, sob a liderança de Donald Trump.
Trump e a doutrina de Khrushchev
Agualusa argumenta que o presidente americano aplica a doutrina de Nikita Khrushchev, que consiste em criar problemas reais como resposta a problemas imaginários. Essa abordagem, exemplificada pelo conflito com o Irã, alimenta um ciclo de violência e espetacularização da morte. O colunista destaca que as civilizações emergem quando aprendem a fazer o luto, mas entram em colapso quando a morte se torna entretenimento.
O papel do luto na sociedade
Para Agualusa, o luto é um processo fundamental para a coesão social. Quando a morte é banalizada e transformada em espetáculo, perde-se a capacidade de elaborar a perda e de manter os laços que sustentam a civilização. O autor cita exemplos históricos e contemporâneos para ilustrar como a espetacularização da morte pode levar à desintegração social.



