O fim da escala 6×1 e seus impactos no varejo
O colunista Alfredo Soares discute, em artigo recente, se o fim da escala 6×1 de trabalho representa uma ameaça existencial para o varejo brasileiro. A proposta, que tramita no Congresso, alteraria a jornada máxima de 44 horas semanais, com um dia de descanso obrigatório aos domingos, impactando diretamente o comércio.
Setor varejista se prepara para mudanças
Segundo Soares, o varejo já opera com margens apertadas e alta rotatividade de funcionários. A redução da jornada poderia elevar custos operacionais em até 15%, conforme estimativas de entidades do setor. No entanto, o colunista pondera que a adaptação é possível com investimento em tecnologia e reorganização de escalas.
“O varejo precisa se reinventar, assim como fez com a pandemia. A escala 6×1 não é o fim, mas um convite à inovação”, afirma o texto. A discussão ocorre em meio a pressões de sindicatos e do governo federal por melhores condições de trabalho.
Especialistas divididos sobre o futuro
Enquanto alguns economistas preveem fechamento de lojas e demissões, outros apontam que a medida pode aumentar a produtividade e o consumo. Dados do IBGE mostram que o setor de comércio emprega cerca de 10 milhões de brasileiros, e qualquer alteração na jornada teria efeito significativo na economia.
A proposta ainda precisa ser votada em plenário, mas já gera debates acalorados entre empresários e trabalhadores. Soares conclui que o varejo sobreviverá, mas terá que se adaptar a um novo modelo de negócios.



