Bete Coelho e Camila Pitanga exploram multiplicidade feminina em 'Lia Lia'
Bete Coelho e Camila Pitanga em 'Lia Lia': multiplicidade feminina

A peça 'Lia Lia', que estreia em São Paulo no dia 20 de julho de 2026, reúne as atrizes Bete Coelho e Camila Pitanga em um espetáculo que explora a multiplicidade da experiência feminina. Com direção de Christiane Jatahy, a montagem propõe uma reflexão sobre as diversas camadas que compõem a identidade da mulher contemporânea, abordando temas como maternidade, carreira, afetos e violência de gênero.

Duas atrizes, múltiplas vozes

Bete Coelho e Camila Pitanga dividem o palco em uma performance que mescla teatro, dança e vídeo. A peça não segue uma narrativa linear, mas sim um mosaico de cenas que dialogam com o público sobre as pressões sociais e as expectativas impostas às mulheres. Segundo a diretora Christiane Jatahy, a ideia é mostrar que não existe uma única forma de ser mulher, mas sim infinitas possibilidades.

“A peça nasce de um desejo de dar voz a essas múltiplas mulheres que habitam cada uma de nós. Queremos que o público se veja representado na diversidade de experiências que apresentamos”, afirmou Jatahy em entrevista ao jornal O Globo.

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Processo colaborativo de criação

O texto de 'Lia Lia' foi construído a partir de improvisações e discussões entre as atrizes e a diretora, ao longo de seis meses de ensaios. Camila Pitanga destacou a importância do processo colaborativo: “Foi um trabalho intenso de escuta e troca. Cada cena nasceu de uma vivência real ou de uma inquietação compartilhada. A peça é um retrato honesto do que significa ser mulher hoje no Brasil”.

Bete Coelho, por sua vez, ressaltou a complexidade de interpretar múltiplas personagens em cena: “Em 'Lia Lia', não somos apenas duas atrizes; somos muitas mulheres. Cada uma carrega suas contradições, suas lutas e suas alegrias. É um desafio técnico e emocional”.

Elementos cênicos e tecnologia

A montagem utiliza projeções de vídeo ao vivo e pré-gravadas, criando um diálogo entre o real e o virtual. As imagens mostram desde cenas cotidianas até registros de arquivo, ampliando a discussão sobre a representação feminina na mídia. A trilha sonora original, composta por Felipe Storino, incorpora sons urbanos e vozes femininas, reforçando a atmosfera imersiva.

A cenografia, assinada por Daniela Thomas, é minimalista, com poucos objetos em cena, permitindo que o foco esteja nas atrizes e nas projeções. A iluminação, de Guilherme Bonfanti, alterna entre tons frios e quentes, sugerindo as mudanças de humor e de contexto ao longo da peça.

Expectativas e críticas

A pré-estreia, realizada no dia 15 de julho, lotou o Teatro Sesc Vila Mariana e recebeu críticas positivas. O público destacou a coragem de abordar temas como assédio e desigualdade de gênero de forma direta, sem perder a poesia. A crítica de teatro Mônica Rodrigues, do jornal Folha de S.Paulo, escreveu: “'Lia Lia' é um grito coletivo que ecoa a pluralidade feminina. Bete e Camila entregam performances visceralmente verdadeiras”.

A temporada segue até 20 de agosto, com sessões de quinta a domingo. Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 60, com meia-entrada para estudantes e idosos. A peça tem duração de 70 minutos e é recomendada para maiores de 16 anos.

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