Trinta anos após o lançamento de 'Como nascem os anjos', o diretor Murilo Salles lembra com afeto da descoberta do ator Silvio Guindane, então com 12 anos, para o papel principal do filme. Em entrevista, Salles afirma: 'Silvio Guindane foi uma aparição na minha vida'. O longa, lançado em 1996, é considerado um marco da Retomada do cinema brasileiro, período de revitalização da produção nacional após a crise dos anos 1980.
O encontro que mudou a trajetória de ambos
Murilo Salles conta que conheceu Silvio Guindane nas ruas do Rio de Janeiro, durante a preparação para o filme. O menino, que nunca havia atuado, impressionou o diretor por sua naturalidade e presença de cena. 'Ele tinha um brilho nos olhos, uma entrega que poucos atores profissionais têm', recorda Salles. A escolha de um garoto sem experiência foi uma aposta que se revelou acertada: o desempenho de Guindane foi elogiado pela crítica e abriu portas para sua carreira.
'Como nascem os anjos' e a Retomada
O filme retrata a história de um menino de rua que encontra refúgio em uma igreja, abordando temas como exclusão social e fé. Produzido em um momento de retomada da indústria cinematográfica brasileira, após o fim da Embrafilme, 'Como nascem os anjos' foi um dos títulos que ajudaram a recolocar o cinema nacional em evidência. Salles destaca que o filme 'foi feito com muita garra e poucos recursos, mas com um elenco e equipe dedicados'.
O legado do filme e do ator
Silvio Guindane seguiu carreira no cinema e na televisão, consolidando-se como um ator respeitado. Para Murilo Salles, vê-lo crescer profissionalmente é motivo de orgulho. 'Ele é um grande artista, e saber que tive um papel em seu início me enche de alegria', afirma o diretor. O encontro entre os dois, há três décadas, permanece como uma lembrança marcante para ambos.



