'As correntes' mergulha nos mistérios do feminino
'As correntes' mergulha nos mistérios do feminino

O filme 'As correntes', dirigido pela cineasta argentino-suíça Milagros Mumenthaler, mergulha nos mistérios e nas dores do feminino. A obra acompanha Lina, uma estilista que, após vencer um prêmio na Suíça, submerge em um caos emocional manifestado por uma aversão extrema à água.

Apesar da consistência líquida, a diretora não se inibe em pegar pesado na onda de repetições, assinando embaixo uma explícita obra de autor, como se dizia antigamente. A narrativa introspectiva e repetitiva desafia os espectadores a acompanharem o conflito interno da protagonista, marcado por raízes familiares complexas.

Conflitos femininos em cena

Com uma abordagem que mescla realismo e simbolismo, Mumenthaler constrói um retrato profundo das emoções femininas. A água, elemento central, representa tanto a fluidez dos sentimentos quanto o afogamento nas próprias angústias. Lina, interpretada com intensidade, vive um turbilhão de sensações que a levam a confrontar seu passado e suas escolhas.

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Uma obra de autor

O filme se destaca pela ousadia formal, com planos longos e uma trilha sonora que intensifica a atmosfera opressiva. A repetição de cenas e diálogos não é acidental: ela reflete o ciclo vicioso em que a protagonista se encontra. Para quem busca um cinema que provoca reflexão, 'As correntes' é uma experiência imersiva e perturbadora.

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