O cinema brasileiro perdeu um de seus maiores expoentes. Luiz Carlos Barreto, produtor de clássicos como "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976) e "Central do Brasil" (1998), faleceu nesta quarta-feira, 22 de julho, no Rio de Janeiro, aos 98 anos. A informação foi confirmada pela família.
Trajetória de um visionário
Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Barreto iniciou a carreira como fotógrafo e logo migrou para o cinema. Trabalhou ao lado de diretores como Bruno Barreto, seu filho, e Cacá Diegues. Sua produtora, a LC Barreto, foi responsável por mais de 50 filmes, muitos deles premiados internacionalmente.
Entre seus maiores sucessos estão "O Que É Isso, Companheiro?" (1997), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e "O Quatrilho" (1995), também indicado ao Oscar. "Central do Brasil", dirigido por Walter Salles, rendeu a Fernanda Montenegro uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.
Contribuição ao cinema nacional
Barreto foi um dos responsáveis pela modernização da indústria cinematográfica no Brasil. Ele ajudou a estabelecer modelos de produção e distribuição que permitiram que filmes brasileiros alcançassem audiências globais. Em 2001, recebeu o prêmio de Melhor Produtor no Festival de Brasília.
"Luiz Carlos Barreto foi um pioneiro que dedicou sua vida ao cinema brasileiro. Sua visão e paixão inspiraram gerações de cineastas", afirmou o presidente da Academia Brasileira de Cinema, em nota.
Legado e despedida
O velório será realizado no Rio de Janeiro, em local a ser definido pela família. Barreto deixa três filhos, todos envolvidos com o cinema: Bruno, Fabiano e Paula Barreto. Sua morte representa uma grande perda para a cultura nacional, mas seu legado permanece vivo em dezenas de obras que marcaram a história do cinema no Brasil.



