O diretor de escolas de samba Ricardo Fernandes morreu na madrugada deste domingo, no Rio de Janeiro, aos 68 anos. Ele estava internado desde a última quarta-feira no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, após sofrer um infarto. A informação foi confirmada pela família à imprensa.
Trajetória no Carnaval
Ricardo Fernandes iniciou sua carreira no Carnaval ainda jovem, como passista da Mocidade Independente de Padre Miguel. Com o tempo, tornou-se um dos mais respeitados diretores de carnaval do Rio, comandando grandes agremiações como a própria Mocidade, a Beija-Flor de Nilópolis e a Portela.
Na Mocidade, ele foi responsável por enredos marcantes nas décadas de 1980 e 1990, como "O Reino das Delírias" (1988) e "Dom Quixote" (1991), que renderam títulos à escola. Na Beija-Flor, trabalhou ao lado do carnavalesco Laíla, com quem construiu uma parceria de sucesso que culminou em diversos campeonatos, incluindo o tricampeonato de 2003 a 2005.
Reconhecimento e legado
Em 2017, Ricardo Fernandes foi homenageado com o prêmio Estrela do Carnaval, na categoria Diretor de Carnaval. Sua dedicação e conhecimento do universo do samba o tornaram uma referência para novas gerações de profissionais da folia.
O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, lamentou a perda: "Ricardo foi um dos maiores diretores que o Carnaval carioca já teve. Sua visão artística e sua paixão pelo samba deixarão saudades eternas. Ele dedicou sua vida a fazer o maior espetáculo da Terra."
Repercussão
Nas redes sociais, escolas de samba e artistas prestaram homenagens. A Mocidade Independente publicou uma nota oficial: "A Mocidade perde um de seus filhos mais ilustres. Ricardo Fernandes foi essencial para a nossa história. Nossos sentimentos à família e aos amigos."
O velório será realizado nesta segunda-feira, na Quadra da Mocidade, em Padre Miguel, a partir das 10h. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério do Caju.
Ricardo Fernandes deixa esposa, dois filhos e um legado imensurável para o Carnaval do Rio de Janeiro.



