Relembre os melhores momentos do Festival de Parintins 2025
Melhores momentos do Festival de Parintins 2025

A 59ª edição do Festival de Parintins já se aproxima, mas antes o g1 relembra os principais momentos da edição de 2025, que marcou dentro e fora da arena. O 58º Festival, realizado nos dias 26, 27 e 28 de junho, teve apresentações que encantaram o público, mas também foi marcado por rumores de substituição de levantador, estreias, despedidas e até acusações de manipulação de resultado.

Garantido vence com tema popular e conquista 33º título

O Garantido venceu em 2025 com o tema “Boi do povo, boi do povão”, conquistando seu 33º título. O apresentador Israel Paulain surgiu da arquibancada, no meio da galera encarnada, e realizou a tradicional contagem encarnada. Outro destaque foi a estreia de Jeveny Mendonça como porta-estandarte do Boi Garantido.

Na primeira noite, a cunhã-poranga Isabelle Nogueira representou a lenda indígena Tapyra’yawara e se transformou em uma onça durante a apresentação inspirada em cosmologias de povos originários da Amazônia. O boi também homenageou a advogada Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, morto na ditadura militar brasileira. A lembrança foi conduzida pelo amo do boi, que citou o filme “Ainda Estou Aqui”, produção que retrata a trajetória da família após o desaparecimento de Rubens Paiva.

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David Assayag desmente rumores e se apresenta como levantador

Na segunda noite, David Assayag se apresentou como levantador de toadas, após rumores de substituição que circularam nas redes sociais e foram desmentidos pelo próprio artista. Outro ponto alto da segunda noite foi a homenagem do Garantido às tacacazeiras da Baixa do São José, bairro berço do boi. Durante a apresentação, a rainha do folclore do Garantido, Lívia Mendonça, surgiu de dentro da alegoria.

Na última noite, o boi prestou homenagem ao histórico cantor, compositor, poeta e parintinense, Chico da Silva. Durante a homenagem, o levantador de toadas David Assayag e o amo do boi, João Paulo Faria, cantaram a toada histórica do Boi do Povão, "Vermelho", composição de Chico da Silva.

Despedida do pajé e transição familiar no Garantido

Outro momento que marcou a apresentação do Garantido na última noite foi a despedida do pajé Denildo Piçanã. A mudança foi anunciada durante a apresentação do boi, quando o amo João Paulo Faria revelou a saída do item oficial. Em seguida, o apresentador Israel Paulain confirmou que o posto passaria a ser ocupado pelo filho, Denison Piçanã, em uma transição familiar dentro do item.

Caprichoso defende retomada e faz apelo por demarcação indígena

Em 2025, o boi Caprichoso defendeu o tema "É tempo de retomada", exaltando a força dos povos da floresta. Na abertura do festival, o boi azul e branco fez um forte apelo pela demarcação da terra indígena Tupinambá. O ato contou com a participação do pajé Erik Beltrão, da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, de representantes dos povos originários, além do Manto Tupinambá do Século 21.

Estreante, o amo do Boi Caprichoso, Caetano Medeiros, se apresentou à frente da vaqueirada azulada. Já a cunhã-poranga do Boi Caprichoso se transformou em um gavião durante sua apresentação na primeira noite. Durante a evolução individual, a indumentária de Marciele ganhou movimento e a item se transformou na ave, em uma performance ligada à simbologia amazônica.

Releitura emocionante e alegoria gigante no Caprichoso

Na segunda noite, uma releitura emocionou os torcedores: a toada de 1996 “Réquiem - Prece aos Espíritos”. A toada faz uma homenagem às raízes indígenas e à espiritualidade ancestral. A canção foi entoada enquanto um módulo alegórico com pajés foi içado por um guindaste durante a evolução coreográfica. Outro ponto alto da noite foi a apresentação da gigante alegoria que representava a lenda amazônica “Sacaca Merandolino: O Encantador de Arapiuns”, de onde surgiu a rainha do Folclore do Caprichoso, Cleise Simas.

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O Boi Caprichoso abriu a terceira e última noite do Festival de Parintins. Um dos destaques foi uma enorme 'cobra grande' que surgiu no meio da galera e ganhou vida, enquanto na arena o módulo alegórico revelou a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, representando a mãe das mães. O ex-levantador de toadas Edilson Santana foi convidado pelo boi e interpretou a toada "Utopia Cabocla". A filha de Chico Mendes, Angela Mendes, entrou no bumbódromo ao lado da faixa "Amazônia de pé". O módulo alegórico ganhou os céus e trouxe o mapinguari e a porta-estandarte Marcela Marialva.

Polêmica fora da arena: presidente do Caprichoso protesta

Fora da arena, a saída do presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, durante a apuração das notas também repercutiu entre o público. Ele deixou o Bumbódromo durante a leitura das notas em protesto contra as pontuações recebidas pelo boi azul e branco, e acusou manipulação dos jurados.