A recuperação extrajudicial da Braskem avançou significativamente nas últimas semanas, com a adesão de aproximadamente 85% dos credores ao plano de reestruturação apresentado pela petroquímica. A informação foi confirmada por uma fonte próxima ao processo, que destacou a celeridade das negociações.
Detalhes do plano de reestruturação
O plano prevê a reestruturação de cerca de R$ 15 bilhões em dívidas, envolvendo alongamento de prazos e redução de encargos financeiros. A proposta inclui a conversão de parte dos débitos em participação acionária, o que deve diluir o controle atual, mas sem alterar a gestão operacional da empresa. A Braskem também se comprometeu a manter os investimentos previstos para 2026, estimados em R$ 2 bilhões.
Impacto para credores e mercado
Segundo a fonte, a alta adesão reflete a confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia. "O apoio de 85% dos credores mostra que o plano é viável e atende aos interesses de ambas as partes", afirmou. A aprovação formal ainda depende de homologação judicial, mas a expectativa é que ocorra até o final do próximo mês. O mercado reagiu positivamente, com as ações da Braskem subindo 3,5% na B3 nesta segunda-feira.
Próximos passos
A Braskem deverá protocolar o pedido de homologação do plano na Justiça de São Paulo nos próximos dias. Caso aprovado, a empresa evitará um processo de falência e poderá focar na retomada do crescimento. A recuperação extrajudicial é vista como uma alternativa mais rápida e menos custosa do que a recuperação judicial, permitindo que a Braskem mantenha suas operações normalmente durante o processo.



