Lua Brainer: ícone do ballroom carioca e voz da representatividade LGBTQIA+
Lua Brainer: ícone do ballroom carioca e representatividade LGBTQIA+

Uma trajetória de resistência e arte

Lua Brainer, de 29 anos, é um dos nomes mais importantes do movimento Ballroom no Rio de Janeiro. Nascida no Complexo da Maré, ela superou barreiras sociais e familiares para afirmar sua identidade de gênero e se tornar referência na cena. Formada em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lua mescla vogue, funk e cidadania em bailes que celebram a comunidade LGBTQIA+.

O movimento Ballroom como espaço de acolhimento

O Ballroom, movimento cultural e artístico criado pela comunidade negra e LGBTQIA+ nos Estados Unidos, encontrou em Lua uma representante à altura. Ela organiza eventos na Maré e em outras regiões do Rio, onde promove a troca de experiências e a valorização da diversidade. "O ballroom me salvou. Foi onde pude ser eu mesma sem medo", afirma a artista.

Desafios e superação

Lua enfrentou dificuldades desde cedo para ser aceita como mulher trans. A família, inicialmente, não apoiou sua transição. Aos 15 anos, ela começou a frequentar a Escola de Dança da UFRJ, onde encontrou um ambiente mais acolhedor. "A dança foi minha primeira linguagem de liberdade", diz. Com o tempo, conseguiu conciliar os estudos com a militância e a produção de eventos.

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Impacto social e cultural

Além de dançarina, Lua atua como instrutora de gênero, dando palestras e workshops sobre identidade de gênero e cidadania. Seu trabalho já alcançou centenas de jovens da periferia, que veem nela um exemplo de resistência. "Quero que outros jovens como eu saibam que é possível sonhar e realizar", afirma. Os bailes organizados por ela reúnem até 500 pessoas por edição, com competições de vogue, performances de funk e rodas de conversa.

Referência nacional

Lua Brainer é hoje uma referência não apenas no Rio, mas em todo o Brasil. Ela já foi convidada para dar workshops em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Seu trabalho foi destaque em reportagens de veículos como O Globo e UOL. "O ballroom é uma ferramenta política. Através da dança, a gente ocupa espaços e exige respeito", conclui.

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