Aos 11 anos, garoto aprende sanfona sozinho e vai tocar no São João de Maceió
Garoto de 11 anos aprende sanfona sozinho e toca no São João

O pequeno sanfoneiro João, de apenas 11 anos, já carrega uma história de amor pelo forró que começou dentro da própria família. Autodidata, ele aprendeu a tocar sanfona aos 8 anos e agora se prepara para subir ao palco do São João de Maceió, no espaço São João Raiz, no Jaraguá.

A descoberta do instrumento

A relação com o instrumento começou de forma inesperada. A sanfona que despertou o interesse do menino pertencia ao avô e estava guardada havia anos como peça de decoração. Segundo João, o avô havia comprado o instrumento décadas atrás com o sonho de aprender a tocar, mas acabou desistindo por causa de problemas de saúde.

"Era uma noite de São João. A sanfona estava paradinha no canto da sala do meu avô. Eu sempre pedia para pegar, mas só ficava mexendo sem saber o que fazer", contou.

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O primeiro acorde

Tudo mudou quando, aos 8 anos, ele pegou o instrumento e conseguiu tocar, de ouvido, os primeiros acordes de "Asa Branca", clássico de Luiz Gonzaga. A surpresa tomou conta da família. "Do nada, comecei a tocar. Meu avô ficou impressionado e deixou eu passar mais tempo com a sanfona", relembrou.

A partir daí, João buscou aprendizado na internet. Assistindo a vídeos no YouTube, conseguiu tirar as primeiras músicas e aprendeu trechos de "Brasileirinho", ampliando o repertório e aperfeiçoando a técnica.

Pronto para o palco

Agora, o desafio é outro: se apresentar para o público do São João de Maceió. Apesar da responsabilidade, o garoto diz que o sentimento não é de nervosismo. "Não estou com ansiedade. Estou com alegria", afirmou.

Questionado sobre o significado do São João em sua vida, João deu uma resposta que revela a maturidade de quem cresceu cercado pela tradição nordestina. "Para mim, o São João significa muita coisa. Significa que o forró nunca vai morrer. Pode ser daqui a 50 mil anos, mas nunca vai morrer."

João é um exemplo de como a paixão pela música pode surgir de forma inesperada e transformar a vida de uma criança. Com apenas 11 anos, ele já demonstra talento e dedicação, mantendo viva a tradição do forró nordestino.

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