CNPE aprova suspensão de dívidas de Angra 3; futuro da usina ainda incerto
CNPE aprova suspensão de dívidas de Angra 3

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira uma resolução que reconhece como interesse público a suspensão de dívidas da implantação da usina nuclear Angra 3. A medida foi solicitada pela Eletronuclear, estatal responsável pelo projeto, aos bancos BNDES e Caixa Econômica Federal.

Resolução respalda pedido da Eletronuclear

Segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia, a resolução 'respalda, no âmbito da política energética, o encaminhamento do pedido da Eletronuclear às instituições financeiras, permitindo que o BNDES e a Caixa Econômica Federal avaliem a viabilidade da solicitação'. A pasta acrescentou que a eventual concessão de qualquer medida dependerá de análise técnica e decisões das instituições financeiras.

Ministro defende extensão das dívidas

Após a reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que uma extensão das dívidas relacionadas ao empreendimento seria necessária até que o governo federal decida sobre a finalização das obras. 'Estamos submetendo aos credores, BNDES, Caixa e outros, para poder estender o prazo (da dívida) para que, ao tomar a decisão que eu particularmente defendo, de conclusão de Angra 3…', declarou a jornalistas.

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Histórico de paralisações e custos elevados

Iniciado há mais de 40 anos, o projeto da terceira usina nuclear brasileira foi paralisado em mais de uma ocasião por falta de recursos, além de ter sofrido interrupção por suspeitas de corrupção apontadas na Operação Lava Jato. O CNPE ainda precisa decidir sobre a finalização das obras, que demandaria mais R$ 24 bilhões em investimentos adicionais, segundo estudos do BNDES. Também pesa, nessa deliberação, o elevado custo de abandono do projeto, estimado em mais de R$ 20 bilhões.

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