Os títulos de longo prazo de renda fixa estão sendo classificados como 'radioativos' por alocadores globais, que evitam esses ativos devido ao risco de taxas de juros persistentemente altas. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, declarou: 'Eu não seria comprador', referindo-se aos títulos públicos americanos, citando riscos inflacionários e fiscais.
Por que os títulos longos são considerados arriscados?
O aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e a incerteza sobre a política monetária do Federal Reserve tornam os títulos de longo prazo voláteis. Segundo analistas, a duration elevada desses papéis amplifica as perdas em cenários de alta de juros. No Brasil, o Tesouro Direto também reflete essa tendência, com taxas elevadas nos títulos IPCA+.
Impacto nos mercados globais
Alocadores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, estão reduzindo a exposição a títulos longos. Dados mostram que os fundos soberanos globais administram US$ 16 trilhões, e o FMI recomenda maior governança. A aversão ao risco também afeta mercados emergentes, como a Argentina, que teve sua nota elevada pela Moody's.



