O Tesouro Nacional voltou a pagar taxas reais elevadas, com o IPCA+8% ao ano, algo que não se via desde o governo Dilma. A Selic em até 14,25% mudou o cenário de juros, inflação e orçamento, gerando debates sobre se essa taxa é realmente imperdível. Enquanto isso, gestoras apontam três riscos principais para ativos locais: aumento de tensão geopolítica, inflação nos EUA e incertezas fiscais.
O que mudou no cenário de juros e inflação
A alta da Selic para 14,25% reflete a necessidade de conter a inflação, que continua pressionada por fatores externos e internos. O IPCA+8% oferece um retorno real atraente, mas especialistas alertam que o cenário ainda é volátil. A inflação americana, que segue sob holofote, pode influenciar as decisões do Federal Reserve e impactar os mercados emergentes.
Autonomia do Banco Central em debate
Uma PEC no Senado propõe alterações na autonomia do Banco Central, gerando preocupações no mercado. Embora o BC já seja autônomo, a proposta pode modificar regras de nomeação e mandato, afetando a credibilidade da política monetária. O governo apoia a medida, mas pede cuidado com o texto final.
Riscos geopolíticos e impacto no Ibovespa
O Ibovespa recuou com o aumento de tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e China. A inflação americana também pesa sobre os ativos de risco. Apenas seis ações do índice escaparam da correção recente, que já ultrapassou 15% desde o topo histórico.
Empresas em destaque
A Embraer e a Rumo são algumas das empresas que chamam atenção. A Rumo bateu recorde de volumes, o que pode beneficiar suas ações. Já a Embraer tem temas importantes nos próximos 90 dias, como entregas e novos contratos. O Santander elencou ações líderes de IA na Bolsa brasileira, que vão além das empresas de tecnologia.
Mercado de crédito e renda fixa
O mercado de crédito vive uma virada, mas gestores pedem cautela na alocação. A renda fixa continua atrativa, com CDBs, LCIs e LCAs oferecendo boas taxas. No entanto, a bomba-relógio da inflação preocupa economistas, que recomendam diversificação.
Eleições 2026 e política
Pesquisas Quaest mostram que o caso Master já afeta a imagem de Flávio Dino, com rejeição subindo para 56%. Lula aparece com 44% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio. No Paraná, Moro lidera a disputa pelo governo em todos os cenários.
Mundo: terremoto, violência e conflitos
Nas Filipinas, um terremoto de magnitude 7,8 deixou 46 mortos. Na Irlanda do Norte, ataques com faca geraram violência contra imigrantes. O Afeganistão acusou o Paquistão de ataques aéreos que mataram ao menos 13 pessoas. Nos EUA, a Câmara aprovou US$ 70 bilhões para fiscalização migratória.
Tecnologia e inovação
A ferramenta de IA Lovable gerou meio bilhão de dólares em receita. A Senior Sistemas realizou sua maior aquisição, comprando a Salú por R$ 318,7 milhões. A Monte Bravo quer dobrar sua equipe e mira R$ 200 bilhões sob custódia até 2030.
Esportes e Copa do Mundo
Mais da metade das seleções da Copa serão comandadas por técnicos estrangeiros. A CazeTV e o iFood lançaram um bolão que distribuirá R$ 3,5 milhões. O horário flexível na Copa exige cuidado das empresas para evitar riscos trabalhistas. A relação da Fifa com Donald Trump é alvo de críticas, com a imprensa francesa ironizando a política dos EUA.
Seguros e finanças pessoais
Os seguros-viagem têm erros comuns que podem deixar o viajante sem cobertura. Homens de 30 a 59 anos que moram sozinhos devem priorizar seguros de vida e residencial. O seguro para joias atrai interesse devido ao aumento de roubos de alianças.
Em resumo, o cenário econômico oferece oportunidades na renda fixa, mas exige cautela diante dos riscos geopolíticos e inflacionários. A diversificação e o acompanhamento das notícias são essenciais para investidores.



