O Tesouro Direto voltou a pagar IPCA+8%, algo que não ocorria desde o governo Dilma. Com a Selic em 14,25%, muitos investidores se perguntam se essa taxa é realmente imperdível. O cenário de juros, inflação e orçamento mudou, e os riscos para ativos locais preocupam as maiores gestoras do país.
O que mudou no cenário de juros e inflação?
A inflação nos Estados Unidos subiu 0,5% em maio, dentro do esperado, mas o Fed ainda não sinalizou cortes. No Brasil, a Selic pode subir ainda mais. O economista-chefe da XP Asset alerta que a bomba-relógio da inflação já está armada. Com isso, o Ibovespa Futuro cai, pressionado pelo cenário eleitoral, tensão no Irã e inflação americana.
Autonomia do BC em debate
O Banco Central já era autônomo, mas uma PEC no Senado pode mudar as regras. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan, apoia a PEC, mas pede cuidado. A proposta visa reforçar a independência do BC, mas gera debates no Congresso.
Riscos para ativos locais
O triplo risco para ativos locais preocupa: juros altos, inflação persistente e incerteza fiscal. Gestoras como a XP e a Janus Henderson recomendam cautela. Enquanto isso, a renda fixa oferece CDBs, LCIs e LCAs com boas taxas, mas o mercado de crédito vive uma virada que exige cuidado.
Oportunidades e cautela
Apesar dos riscos, há oportunidades. O FII ALZR11 anunciou programa de recompra de cotas, e a Totvs aprovou R$ 104,3 milhões em proventos. No exterior, a corrida espacial entre SpaceX e Blue Origin esquenta, e a IA da Lovable já gera meio bilhão em receita. Mas, para o investidor brasileiro, a recomendação é diversificar e ficar atento à inflação.



