Mercado de reformas cresce enquanto financiamento imobiliário perde fôlego
Reformas crescem; financiamento imobiliário perde fôlego

O mercado de reformas registrou crescimento de 15% no primeiro semestre de 2026, enquanto o financiamento imobiliário tradicional perdeu fôlego, com queda de 8% no mesmo período. Os dados são de uma pesquisa da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), divulgada nesta quarta-feira.

Juros altos impulsionam reformas

Segundo a ABMI, a alta da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, tornou o crédito imobiliário mais caro, desestimulando a compra de imóveis novos. Em contrapartida, muitos proprietários optaram por reformar seus imóveis atuais, impulsionando o setor de reformas.

“O custo do financiamento subiu muito, então as pessoas estão investindo em melhorias no imóvel que já possuem, em vez de assumir um novo financiamento”, explicou Carlos Alberto de Oliveira, presidente da ABMI.

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Impacto no mercado imobiliário

A queda no financiamento imobiliário foi puxada principalmente pelos contratos da casa própria, que recuaram 12%. Já os financiamentos para reforma, uma linha específica de crédito, cresceram 22%, indicando uma migração dos consumidores.

O levantamento também aponta que o valor médio das reformas subiu 9%, para R$ 18 mil, enquanto o valor médio dos imóveis financiados caiu 5%, para R$ 280 mil. “Isso mostra que o poder de compra diminuiu, e as pessoas estão optando por melhorar o que têm”, completou Oliveira.

Perspectivas para o segundo semestre

A ABMI projeta que o mercado de reformas continue aquecido no segundo semestre, com crescimento estimado entre 10% e 12%. Para o financiamento imobiliário, a expectativa é de estabilização, com possível leve recuperação se houver sinais de queda dos juros.

“A tendência de reformas deve se manter enquanto a Selic estiver elevada. Se o Banco Central iniciar o ciclo de cortes, o financiamento pode voltar a crescer”, afirmou o presidente da ABMI.

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