A B3, bolsa de valores brasileira, concedeu à Raízen (RAIZ4) um prazo até março de 2027 para que suas ações voltem a ser negociadas acima de R$ 1. Atualmente, os papéis da companhia de energia estão cotados abaixo desse patamar, o que pode levar à exclusão do mercado se a situação não for regularizada.
Detalhes do prazo concedido pela B3
O prazo foi estabelecido após a Raízen solicitar um período maior para reenquadramento, conforme comunicado ao mercado na última quarta-feira (19). A empresa terá até 31 de março de 2027 para realizar um grupamento de ações ou adotar outra medida que eleve o preço unitário dos papéis para acima de R$ 1.
Atualmente, as ações RAIZ4 fecharam o pregão de quarta-feira cotadas a R$ 0,79, uma queda de 2,47% no dia. No acumulado do ano, a desvalorização é de 6,2%, segundo dados da B3.
Impacto para a companhia e acionistas
Caso a Raízen não cumpra o prazo, suas ações poderão ser excluídas do segmento de listagem do Novo Mercado, o que traria restrições de negociação e possíveis prejuízos para os acionistas. A empresa informou que estuda alternativas, incluindo o grupamento de ações, que consiste em combinar múltiplos papéis em um único, elevando o valor unitário.
“A Raízen esclarece que está avaliando as melhores alternativas para o reenquadramento do preço de suas ações, em conformidade com as regras da B3”, disse a empresa em nota oficial.
Analistas do mercado financeiro destacam que a situação reflete a pressão sobre o preço das ações da Raízen, que enfrenta desafios operacionais e financeiros. A companhia é uma das maiores produtoras de etanol e açúcar do Brasil, além de atuar na distribuição de combustíveis.
Contexto e próximos passos
A regra da B3 determina que ações com preço inferior a R$ 1 por mais de 30 dias consecutivos devem ser reenquadradas. A Raízen já havia recebido um prazo anterior, mas solicitou extensão, que foi aprovada pela bolsa.
A empresa deverá apresentar um plano detalhado à B3 até 30 de junho de 2025, com as medidas que pretende adotar para reenquadrar os papéis. O não cumprimento do plano pode resultar em multas ou na exclusão das ações do mercado organizado.



