Prêmio de risco elevado no petróleo não é sustentável, diz Itaú
Prêmio de risco elevado no petróleo não é sustentável

O mercado não conseguirá sustentar o atual prêmio de risco elevado no petróleo por um período prolongado, segundo análise do Itaú. A instituição financeira projeta que os preços do barril devem recuar nos próximos meses, à medida que fatores geopolíticos e de oferta forem sendo absorvidos.

Contexto do prêmio de risco

O prêmio de risco no petróleo refere-se ao adicional de preço incorporado devido a incertezas, como conflitos no Oriente Médio, sanções ou interrupções na produção. Atualmente, esse prêmio está elevado, mas o Itaú argumenta que ele tende a se dissipar.

“O mercado não sustenta prêmio de risco elevado no petróleo por muito tempo”, afirmou o banco em relatório. A declaração reflete a visão de que os fundamentos de oferta e demanda não justificam um prêmio persistente.

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Projeções de preços

O Itaú estima que o barril do Brent, referência global, deve cair para cerca de US$ 75 nos próximos meses, ante os atuais níveis acima de US$ 80. A previsão considera a expectativa de aumento da produção da Opep+ e a desaceleração econômica global, que reduz a demanda.

Segundo o banco, “a normalização dos preços ocorrerá à medida que os riscos geopolíticos forem precificados de forma mais realista”. A análise destaca que eventos como tensões no Irã ou ataques a infraestruturas têm impacto temporário.

Impacto no mercado financeiro

O prêmio de risco elevado tem reflexos em ativos brasileiros, como ações da Petrobras e títulos atrelados ao petróleo. Com a queda esperada, o Itaú recomenda cautela para investidores expostos ao setor.

“Investidores devem se preparar para uma correção nos preços”, alertou o banco. A visão é compartilhada por outros analistas, que veem o atual patamar como insustentável no longo prazo.

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