Petróleo em alta: até onde podem ir Petrobras, PRIO e PetroReconcavo?
Petróleo em alta: limites para Petrobras, PRIO e PetroReconcavo

O petróleo Brent registrou alta superior a 7% no after market, impulsionado por novos ataques dos Estados Unidos ao Irã. A escalada das tensões no Oriente Médio reacendeu preocupações com a oferta global, especialmente a ameaça sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Impacto nas petrolíferas brasileiras

Petrobras, PRIO e PetroReconcavo são as ações mais expostas ao cenário de petróleo em alta. A Petrobras, como estatal, é diretamente beneficiada pelo preço elevado do barril, mas sofre com a política de preços doméstica e possíveis interferências governamentais. A PRIO, por sua vez, tem produção focada no pré-sal e é mais sensível às cotações internacionais. Já a PetroReconcavo, com operações em terra, também se beneficia, mas com menor exposição.

Quem ganha e quem perde

Além das petrolíferas, empresas do setor de energia e logística podem ser impactadas. Por outro lado, setores como aviação e transporte rodoviário de cargas sofrem com o aumento dos custos de combustível. A alta do petróleo também pressiona a inflação e pode influenciar a política monetária do Banco Central.

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Outras ações em destaque

No mercado doméstico, Direcional registrou vendas líquidas de R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, estável na comparação anual. A Ambipar assinou acordo de apoio com credores para reestruturação. A SLC Agrícola comprou 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 milhões. A Vale e a Méliuz também estão entre os papéis monitorados.

Subsídio à gasolina e decisão do governo

O ministro da Fazenda afirmou que uma decisão sobre o subsídio à gasolina deve sair na próxima semana. O tema é sensível politicamente e pode afetar diretamente o bolso do consumidor e as contas públicas.

Recomendações de investimento

Com os juros altos, a XP recomenda cautela na compra de títulos prefixados, apesar das taxas atrativas. Os fundos imobiliários de shoppings ganham espaço nas recomendações de analistas. Um ex-diretor do BC aposta na continuidade dos cortes da Selic, contrariando o consenso do mercado.

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