Petróleo despenca 9% e fecha abaixo de US$ 90 com trégua no Oriente Médio
Petróleo cai 9% com trégua no Oriente Médio; dólar e Ibovespa

O petróleo Brent despencou 9% nesta segunda-feira, fechando abaixo de US$ 90 pela primeira vez em semanas, após o anúncio de uma trégua no conflito entre Israel e Irã. A pausa nas hostilidades reduziu os prêmios de risco geopolítico, levando a uma forte liquidação no mercado de commodities. O movimento ocorre em meio a um dia de ajustes nos mercados globais, com investidores monitorando balanços corporativos e projeções econômicas.

Impactos no mercado de petróleo

A queda de 9% do Brent reflete a expectativa de que a interrupção dos confrontos no Oriente Médio possa aliviar as preocupações com o fornecimento da região. Analistas do setor apontam que a trégua, embora temporária, removeu parte da incerteza que elevava os preços. "O mercado estava precificando um risco excessivo, e a pausa no conflito trouxe um ajuste natural", afirmou um trader de energia ouvido pela reportagem. A cotação do barril fechou em US$ 88,70, menor nível desde meados de junho.

Focus: projeção de inflação cai pela 4ª semana

No cenário doméstico, o Relatório Focus divulgado hoje mostrou que o mercado reduziu a projeção para a inflação de 2026 pela quarta semana consecutiva. A mediana das expectativas para o IPCA caiu de 4,10% para 4,05%, ainda acima do centro da meta de 3%, mas sinalizando um arrefecimento das pressões de preços. A redução ocorre em meio à desaceleração da atividade econômica e à queda das commodities. O levantamento também indicou manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, com expectativa de início de corte apenas no primeiro trimestre de 2027.

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Balanços de TIM e Vivo movimentam setor de Telecom

As operadoras TIM e Vivo divulgaram seus resultados do segundo trimestre, com destaque para o crescimento da receita com serviços de dados e a expansão da base de clientes pós-pago. A TIM reportou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, alta de 8% ante o mesmo período do ano anterior, enquanto a Vivo apresentou receita líquida de R$ 12,5 bilhões, impulsionada pelo segmento B2B. Os balanços foram bem recebidos pelo mercado, com as ações subindo mais de 2% no pregão.

Estreia da CXMT na bolsa de Xangai dispara 470%

Na China, a fabricante de chips CXMT fez sua estreia na Bolsa de Xangai com um salto de 470% no primeiro dia de negociação. A empresa, especializada em memórias DRAM, capitalizou o apetite dos investidores por semicondutores, setor prioritário para o governo chinês. A valorização expressiva reflete a busca por alternativas locais em meio às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos.

Outros destaques do dia

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em leve alta de 0,3%, cotado a R$ 5,12, influenciado pela queda do petróleo e pelo cenário externo. O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,8%, aos 118.500 pontos, pressionado pelas ações de petroleiras e mineradoras. A Iochpe-Maxion concluiu o resgate antecipado de títulos externos no valor de R$ 2 bilhões, enquanto a Embraer elevou sua carteira de pedidos em 16% no segundo trimestre. O conselho da Petrobras aprovou a indicação de Nozaki para o cargo de diretor de Transição Energética.

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