O relatório de emprego dos Estados Unidos, o Payroll, registrou a criação de apenas 57 mil vagas de trabalho em junho, número muito abaixo do esperado pelo mercado. O dado surpreendeu negativamente analistas, que projetavam cerca de 180 mil novos postos de trabalho.
Impacto imediato no câmbio
Após a divulgação do Payroll, o dólar acelerou a queda frente ao real e a outras moedas. A moeda americana passou a ser negociada em baixa, refletindo a percepção de que a economia norte-americana pode estar perdendo fôlego. O mercado interpretou o dado como um sinal de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura mais cautelosa em relação aos juros.
Reação dos mercados financeiros
O resultado do Payroll também influenciou os índices de ações e os títulos do Tesouro dos EUA. As bolsas operam com volatilidade, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam, indicando maior aversão ao risco. Especialistas avaliam que o dado reforça a tese de que a economia americana está desacelerando, o que pode impactar as decisões de política monetária nos próximos meses.
De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, a taxa de desemprego caiu ligeiramente para 3,6%, mas a participação na força de trabalho permaneceu estável. O setor de serviços foi o que mais contribuiu para a criação de vagas, enquanto a indústria e a construção civil mostraram estabilidade.
Perspectivas para os próximos meses
O dado fraco do Payroll levanta dúvidas sobre a resiliência do mercado de trabalho americano. Economistas já revisam suas projeções para o crescimento do PIB e para a trajetória dos juros. A expectativa é que o Fed mantenha os juros elevados por mais tempo, mas sem novas altas agressivas.
O mercado de trabalho nos EUA vinha mostrando sinais de arrefecimento nos últimos meses, mas o dado de junho foi o pior desde o início da pandemia. A criação de vagas ficou bem abaixo da média dos últimos doze meses, que era de aproximadamente 200 mil.



