Mudar para um novo país traz desafios como se adaptar a costumes e encontrar moradia, mas um dos maiores é fazer novas amizades. Uma reportagem popular da BBC sobre solidão na Suécia gerou respostas de leitores com ideias inovadoras para conhecer pessoas no exterior.
Mark Richard Adams, que trabalhou no Oriente Médio, África, EUA e Europa, começou um projeto na Noruega em 1991. Inicialmente, sua vida social se limitava a colegas de trabalho, mas ao frequentar academia, esquiar e escalar montanhas, construiu uma rede de amigos fora do trabalho. Após 26 anos, mudou-se permanentemente para a Noruega, casou-se e teve um filho. Ele destaca que os noruegueses não são fáceis de abordar, mas aprender a língua, cultura e história ajuda.
Jeannie Liu sugere persistência: voltar várias vezes ao mesmo lugar, como restaurantes ou supermercados, até conhecer pessoas e ser convidada para eventos. Mesmo sem falar o idioma, sorrir e ser gentil é essencial. Christine Ndirangu usou o Meetup em Londres para encontrar grupos sociais, surpreendendo-se ao ver que até locais usam a plataforma para expandir amizades. Caro Chan participou de encontros de dança e aulas de idioma no Reino Unido, mas achou mais difícil no Japão, onde amizades geralmente surgem no trabalho.
Dave Kelly destaca a importância de comunidades religiosas para superar diferenças culturais. Nayim Amari, após cinco anos no exterior, mapeou quatro táticas: aceitar o outro, respeitar diferenças, aprender a cultura local e conhecer novas pessoas. Já Emilia Bergoglio, no Japão, enfrenta dificuldades: colegas de trabalho não são considerados amigos, e estrangeiros tendem a se unir. Com a melhora no idioma, consegue conversar com locais, mas os relacionamentos são superficiais. David W. Duffy, após 10 anos na Polônia, sentiu solidão, mas acredita que um espírito independente e coragem são fundamentais para lidar com o isolamento.



