A Paraíba registra a terceira pior média salarial do Brasil, de acordo com o relatório Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (25). O salário médio no estado é de R$ 2.969,49, valor que supera apenas os do Ceará (R$ 2.924,00) e de Alagoas (R$ 2.720,88), este último o pior do país.
Ranking nacional de salários médios
O levantamento considera dados de 2024 e inclui o Distrito Federal. Confira a lista completa das médias salariais por unidade da federação:
- Distrito Federal – R$ 6.845,13
- Rio de Janeiro – R$ 4.501,35
- São Paulo – R$ 4.423,04
- Rio Grande do Sul – R$ 3.841,48
- Mato Grosso do Sul – R$ 3.798,16
- Santa Catarina – R$ 3.777,55
- Paraná – R$ 3.731,30
- Mato Grosso – R$ 3.701,29
- Amazonas – R$ 3.627,07
- Rondônia – R$ 3.615,18
- Roraima – R$ 3.565,09
- Acre – R$ 3.464,80
- Tocantins – R$ 3.397,52
- Amapá – R$ 3.390,20
- Minas Gerais – R$ 3.387,03
- Espírito Santo – R$ 3.380,06
- Goiás – R$ 3.318,35
- Pará – R$ 3.297,83
- Sergipe – R$ 3.167,43
- Bahia – R$ 3.155,30
- Rio Grande do Norte – R$ 3.131,49
- Maranhão – R$ 2.999,87
- Pernambuco – R$ 2.992,65
- Piauí – R$ 2.987,94
- Paraíba – R$ 2.969,49
- Ceará – R$ 2.924,00
- Alagoas – R$ 2.720,88
Na região Nordeste, a Paraíba também figura como a terceira pior, atrás apenas de Ceará e Alagoas. O maior salário médio do Nordeste é o de Sergipe, com R$ 3.167,43.
Setores que mais empregam pagam salários baixos
O relatório CEMPRE também aponta que parte dos setores que mais empregam no Brasil está entre os que pagam os menores salários médios. Foram analisadas 20 atividades econômicas. Os dez setores com maior número de trabalhadores concentram mais de 48,9 milhões de assalariados – mais de 90% do total do país. Pelo menos seis desses setores pagam salários abaixo da média nacional, de R$ 3.932,45.
O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, é o maior empregador, com quase 10 milhões de trabalhadores (18,2% do total), mas paga uma média de apenas R$ 2.797,83 por mês – o quarto menor valor entre as atividades analisadas. Já o segmento de atividades administrativas e serviços complementares reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97, valor superior apenas ao de alojamento e alimentação, que paga R$ 2.080,17.
Na outra ponta, setores com menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários. O destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 – quatro vezes mais que o setor de alojamento e alimentação. O segmento de eletricidade e gás concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.



