O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga o PicPay por supostamente descontar compulsoriamente R$ 81,7 milhões da folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal entre 2024 e 2025. A fintech foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira, durante a Operação Juro Zero, que também mirou o Banco de Brasília (BRB) e a Secretaria de Economia do DF.
Investigação aponta cobrança de taxas irregulares
De acordo com o MPDFT, a fintech teria cobrado taxas indevidas em acordos de empréstimos consignados, resultando em prejuízo aos servidores. A operação apura a atuação de associações e ex-dirigentes do BRB e da Secretaria de Economia que supostamente facilitaram os descontos irregulares. O valor total descontado chega a R$ 81,7 milhões, afetando milhares de servidores públicos do DF.
Operação Juro Zero
A operação, batizada de Juro Zero, cumpre mandados em endereços ligados ao PicPay, ao BRB e a ex-funcionários da Secretaria de Economia. As investigações começaram após denúncias de servidores que identificaram descontos não autorizados em seus contracheques. O MPDFT busca esclarecer o esquema e responsabilizar os envolvidos por crime de estelionato e associação criminosa.
O PicPay ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação. O BRB informou que colabora com as investigações. A Secretaria de Economia do DF disse que instaurou procedimento interno para apurar os fatos. O caso segue sob sigilo judicial.



