Mercados reagem a Trump, Irã e inflação; dólar forte e ações em foco
Mercados reagem a Trump, Irã e inflação; dólar forte

Trump retoma bloqueio naval ao Irã e petróleo dispara

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio naval ao Irã, impondo uma tarifa de 20% sobre todas as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz. A medida reacendeu tensões geopolíticas e elevou o preço do petróleo, gerando forte impacto nos mercados globais. O Irã rejeitou a decisão e ameaçou retaliação militar, aumentando o risco de conflito na região.

Ibovespa intensifica perdas e dólar forte pressiona

O Ibovespa ampliou as perdas nesta segunda-feira (13), refletindo o cenário externo adverso. O índice opera pressionado pela alta do petróleo e pelo temor renovado de inflação, que pode levar os bancos centrais a manter juros elevados. O dólar comercial esbarra em resistência técnica, com projeções de que possa atingir R$ 5,00, segundo a XP Investimentos.

O mercado de ações brasileiro, considerado barato por analistas do Bradesco BBI, pode encontrar suporte na temporada de balanços do segundo trimestre. No entanto, a incerteza geopolítica e a valorização do dólar devem limitar ganhos.

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Bitcoin cai com alta do petróleo e inflação

O Bitcoin registrou queda acentuada, acompanhando o movimento de aversão ao risco. A alta do petróleo e o temor de inflação renovada levaram investidores a buscar ativos mais seguros, pressionando as criptomoedas. O Nasdaq e o S&P 500 também perderam força, influenciados pela guerra comercial e pelos balanços corporativos.

Goldman vê fim gradual da dependência de Ormuz

O Goldman Sachs projeta que a expansão de oleodutos na região do Oriente Médio pode reduzir gradualmente a dependência global do Estreito de Ormuz. A análise vem em meio ao bloqueio imposto por Trump, que elevou os prêmios de risco no mercado de petróleo. Apesar disso, o banco alerta que a transição deve levar anos.

Vibra e Ultrapar sobem com margens acima do esperado

As ações da Vibra Energia e da Ultrapar registraram alta após bancos elevarem suas apostas nos papéis. As margens das companhias superaram as expectativas do mercado, impulsionando o otimismo dos investidores. O setor de distribuição de combustíveis se beneficia da alta do petróleo, mas também enfrenta riscos regulatórios.

Caixa Seguridade mantém impulso comprador; Vale pressionada

A Caixa Seguridade continua com forte impulso comprador, segundo análise de day trade. Já a Vale permanece pressionada pelas incertezas no setor de mineração e pela queda do minério de ferro na China. O Ibovespa busca romper a resistência dos 181 mil pontos, mas o cenário externo adverso dificulta o avanço.

Onde investir: renda fixa, bolsa e dólar

Com a volta do dólar forte e a alta do petróleo, investidores buscam alternativas. A XP Investimentos recomenda ajustar o portfólio para o segundo semestre, com foco em renda fixa atrelada à inflação e ações de empresas exportadoras. O Tesouro Direto pode intervir se o IPCA+ ultrapassar 8%, o que exigiria cautela.

Para quem busca proteção cambial, o dólar a R$ 5,00 é visto como ponto de entrada. Já na bolsa, setores como petróleo e mineração podem se beneficiar da alta das commodities, mas o risco geopolítico exige diversificação.

Europa fecha perto da estabilidade com foco no Irã

As bolsas europeias fecharam próximas à estabilidade, com investidores monitorando o avanço do petróleo e as tensões no Oriente Médio. O setor de energia foi o destaque positivo, enquanto o temor de inflação limitou ganhos. O Reino Unido, por sua vez, deve designar a Guarda Revolucionária do Irã como ameaça à segurança nacional.

Impacto na América Latina: inflação é o maior efeito

A Cepal apontou que o maior impacto da guerra e das tensões geopolíticas para a América Latina e Caribe foi o aumento da inflação. A alta dos preços de energia e alimentos pressiona as economias da região, que já enfrentam desafios fiscais e sociais. O Brasil, em particular, vê a inflação persistente reduzir o poder de compra da população.

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