Mercados: Ibovespa, Dólar, Juros e Destaques do Dia
Mercados: Ibovespa, Dólar, Juros e Destaques

O Ibovespa opera com volatilidade nesta terça-feira (15), enquanto investidores digerem dados de inflação nos Estados Unidos e aguardam depoimento do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso. O dólar comercial acelerou as perdas e caiu abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em semanas, impulsionado pela deflação americana divulgada ontem. Os juros futuros recuam, com operadores reduzindo apostas em alta da Selic em julho.

Dólar e Juros: Alívio com Inflação Americana

O dólar comercial opera em queda firme, cotado a R$ 5,08 por volta das 10h30, após atingir R$ 5,07 na mínima do dia. A moeda americana perde força globalmente depois que o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA veio abaixo do esperado em junho, reforçando expectativas de que o Fed possa cortar juros ainda este ano. No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 caíram para 10,82%, ante 10,89% no ajuste anterior. Operadores reduziram as apostas em alta dos juros na reunião de julho do Copom, após dados de inflação brasileira também mostrarem desaceleração.

Ibovespa: Bancos e Commodities no Radar

O principal índice da Bolsa brasileira opera misto, com leve alta de 0,2% aos 125.800 pontos, apoiado por ações de bancos e do setor de saúde. A Oncoclínicas aprovou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 5,1 bilhões, o que pressiona o papel ONCO3, que cai 3,5%. Já a Vale (VALE3) sobe 0,8%, acompanhando o avanço do minério de ferro na China. Analistas técnicos apontam que a ação ainda pode ter espaço para queda antes de uma reversão.

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Bancos Americanos: Resultados Mistos

O Citigroup superou as projeções de lucro no segundo trimestre, mas alertou para ventos contrários em sua divisão de cartão de crédito. O JPMorgan também superou estimativas, com lucro de US$ 6,6 bilhões, mas seu CEO Jamie Dimon reiterou preocupações com geopolítica e inflação. O Goldman Sachs, por sua vez, lucrou US$ 6,6 bilhões e aprovou aumento do dividendo trimestral. Os resultados dão suporte a Wall Street, mas as declarações cautelosas dos executivos limitam os ganhos.

Política e Economia: Governo Tenta Acordo sobre MP do Frete

No front político, o governo busca acordo para votar a Medida Provisória do frete, tentando superar a pressão dos caminhoneiros. O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve conversar com líderes sobre a reação após decisão do ministro Flávio Dino sobre emendas. O deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que, se seu irmão Flávio perder as eleições, “não haverá eleições em 2030”. A primeira-dama Janja criticou as críticas a gastos, chamando-as de misoginia.

Renda Fixa e Investimentos

Na renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs na XP seguem atrativas, com o dólar abaixo de R$ 5,10. A Binance, barrada na Europa, afirmou que 70% dos resgates foram para carteiras pessoais. Investidores também acompanham a nova Invés, que aposta em modelo de planejamento patrimonial. No mercado de FIIs, o Santander vê espaço para crescimento em fundos de até R$ 30 bilhões, enquanto MXRF11, JSRE11 e outros pagam dividendos com yields de até 2,08%.

Internacional: Conflitos e Geopolítica

No cenário global, Trump enviou ao Congresso notificação formal de que o conflito com o Irã foi retomado. Fogo israelense matou nove pessoas em Gaza, incluindo uma criança de 10 anos. Na Ucrânia, a Rússia bombardeou Kiev com mísseis no quinto ataque deste mês. O chair do Fed, Jerome Powell, vai ao Congresso após dar sinais cautelosos, buscando se distanciar de Trump.

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