Morte de advogado de réus do 8 de Janeiro é distorcida nas redes
Morte de advogado de réus do 8 de Janeiro é distorcida

Contexto da desinformação

Circula nas redes sociais a informação de que o advogado Luiz Felipe Pereira da Cunha, que atuou na defesa de réus dos atos golpistas de 8 de Janeiro, teria sido encontrado morto recentemente. A publicação sugere que a morte estaria ligada à sua atuação profissional, insinuando uma suposta 'queima de arquivo'. No entanto, o Estadão Verifica investigou e concluiu que a informação está fora de contexto.

O que realmente aconteceu

Luiz Felipe Pereira da Cunha faleceu em 8 de setembro de 2025, e não recentemente, como faz crer a postagem. Veículos de imprensa como Metrópoles e Gazeta do Povo noticiaram na época que ele sofreu um mal súbito. Segundo o Metrópoles, em 8 de setembro, Luiz Felipe foi encontrado morto em Brasília, e familiares informaram que a suspeita era de infarto fulminante.

No dia seguinte, o movimento Advogados de Direita Brasil, que acompanha a situação de presos pelo 8 de Janeiro, divulgou nota de pesar publicada pela Gazeta do Povo. O texto lamenta a morte e afirma que o advogado foi vítima de infarto. Em 10 de setembro, o desembargador aposentado Sebastião Coelho, também advogado de réus do 8 de Janeiro, publicou vídeo no Instagram relatando ter participado do velório de Luiz Felipe.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Atuação profissional e investigação

Luiz Felipe defendia réus em ações pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. Em dois processos, ele acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciando supostas violações de direitos humanos. Essa informação consta na postagem analisada, e usuários associam a morte à atuação profissional do advogado.

Contudo, a Polícia Civil do Distrito Federal informou que o caso foi apurado como morte natural. Uma nota de pesar foi publicada na ocasião pela Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF). Portanto, não há qualquer evidência de crime ou relação com o trabalho do advogado.

Conclusão do Estadão Verifica

O Estadão Verifica conclui que a postagem distorce a realidade ao apresentar a morte como recente e insinuar uma motivação criminosa. A morte de Luiz Felipe Pereira da Cunha ocorreu em setembro de 2025, por causas naturais, conforme apurado pelas autoridades e noticiado pela imprensa na época.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar