Os mercados financeiros iniciam a semana com otimismo, impulsionados pela trégua no Oriente Médio. O acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, anunciado no domingo, derrubou os preços do petróleo e elevou os índices de Nova York. Enquanto isso, no Brasil, o mercado aguarda a divulgação do relatório Focus e os balanços trimestrais de TIM e Vivo.
Trégua no Oriente Médio alivia tensões
A trégua entre Israel e Irã, mediada pelos Estados Unidos, foi recebida com entusiasmo pelos investidores. O petróleo Brent despencou mais de 5%, cotado abaixo dos US$ 70 por barril, refletindo a redução do prêmio de risco geopolítico. Em Nova York, os índices S&P 500 e Nasdaq subiam mais de 1% no pré-mercado, com destaque para ações de tecnologia.
“A trégua reduz o risco de uma escalada regional que poderia afetar o fornecimento de petróleo e a estabilidade global”, afirmou André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos. “Isso abre espaço para os investidores focarem nos fundamentos econômicos.”
Focus e balanços no Brasil
No Brasil, a semana começa com a divulgação do relatório Focus, que traz as expectativas do mercado para inflação, juros e PIB. A mediana das projeções para o IPCA deve mostrar leve alta, enquanto a Selic permanece estável em 13,75%.
Além disso, os balanços de TIM e Vivo são aguardados com expectativa. A TIM deve reportar crescimento de receita de 5% no segundo trimestre, impulsionado pela base de pós-pagos. Já a Vivo pode registrar expansão de 4% no EBITDA, segundo analistas.
Impacto na B3 e no dólar
O Ibovespa opera em alta, puxado por ações ligadas a commodities, que se beneficiam da queda do petróleo. As ações da Petrobras caíam levemente, mas a expectativa é de recuperação com a melhora do cenário externo. O dólar recuava para R$ 5,10, refletindo o apetite por risco.
“O fluxo estrangeiro pode dar um sinal de retomada na B3, com a trégua aumentando a atratividade de ativos brasileiros”, comentou Thiago Rodrigues, analista da Guide Investimentos.
Perspectivas para a semana
Além do Focus e dos balanços, os investidores acompanham a decisão de juros do Fed na quarta-feira. A expectativa é de manutenção da taxa em 5,50%, mas o comunicado pode trazer pistas sobre cortes futuros. No Brasil, o IPCA-15 de julho e dados de trabalho também estão no radar.
Com a trégua no Oriente Médio, o mercado respira aliviado, mas ainda há riscos. A implementação do cessar-fogo e as negociações para uma paz duradoura serão monitoradas de perto.



