Os mercados financeiros globais iniciam a terça-feira com uma série de eventos importantes no radar. O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, sob o comando de Kevin Warsh, é o principal destaque, com investidores aguardando sinais sobre os próximos passos da política monetária. O Dow Jones Futuro opera em alta após atingir recorde na véspera.
Decisão do Fed e estreia de Warsh
O mercado acompanha de perto a primeira reunião do Fed presidida por Kevin Warsh. A expectativa é de que o banco central americano mantenha a taxa de juros inalterada, mas o comunicado e as projeções econômicas serão analisados em busca de pistas sobre o ritmo de cortes ao longo do ano. A nomeação de Warsh, conhecido por sua postura hawkish, adiciona um elemento de incerteza.
Banco Central do Japão eleva juros ao maior nível em 31 anos
Em movimento surpreendente, o Banco Central do Japão (BoJ) decidiu elevar sua taxa de juros para o maior patamar em 31 anos. A medida reflete a preocupação com a inflação e sinaliza uma mudança na postura ultra-acomodatícia do país. O iene se fortaleceu frente ao dólar, enquanto a bolsa de Tóquio registrou queda. O IPO do aplicativo de transporte Go disparou na estreia, sendo o maior do ano no Japão.
China e varejo no foco
Dados econômicos da China também estão no centro das atenções. Indicadores de atividade industrial e varejo serão divulgados, influenciando o apetite por risco nos mercados emergentes. O Brasil, como parceiro comercial relevante, pode ser impactado positivamente se os números chineses vierem acima do esperado.
Ibovespa, dólar e juros no Brasil
No Brasil, o Ibovespa opera com volatilidade, enquanto investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira. O dólar comercial segue pressionado, e os juros futuros sobem, com o mercado ajustando expectativas. O Tesouro IPCA+ com maior juro da década chama atenção: em quanto tempo o dinheiro dobra? Especialistas calculam que, com a taxa atual de IPCA+ 7,5%, o capital dobra em aproximadamente 9,6 anos.
Empresas e setores em destaque
No noticiário corporativo, a Vibra aprovou JCP no valor de R$ 558,2 milhões, com data de pagamento definida. O Assaí (ASAI3) tem recomendação de compra mantida pela XP, mas com preço-alvo reduzido. A Brava informou que a OPA da Ecopetrol foi suspensa por recurso. No setor de FIIs, o TRXF11 comprou imóvel na Faria Lima locado ao IBMEC por R$ 130 milhões, enquanto MXRF11, HGLG11 e outros pagam dividendos hoje.
Mercados latino-americanos
O BBI aponta que as bolsas da América Latina podem ter uma segunda chance no ano, com o Brasil como favorito. A avaliação considera valuations atrativos e fluxo estrangeiro. No entanto, a complexidade geopolítica global e a alta dos juros nos EUA e Japão podem limitar o otimismo.
No cenário político, a Justiça arquivou processo contra jornalista perseguido por Carla Zambelli. Em Santa Catarina, o partido Novo desconvida Zema de encontro estadual e ameaça se opor à candidatura. O presidente Lula gravou vídeo declarando apoio a João Campos na disputa pelo governo de Pernambuco. Eduardo Bolsonaro abriu frente própria na campanha e banca Zanatta para vice de Flávio.
Cobertura internacional
Na Bolívia, o governo anunciou unificação cambial e acordo com o FMI, enquanto protestos perdem força. Os EUA revelaram que o acordo com o Irã foi assinado digitalmente no domingo. A Austrália alerta que o fenômeno El Niño deve ser o mais forte das últimas décadas. No mundo dos negócios, a Fox dobrou aposta no streaming e comprou a Roku por US$ 22 bilhões.
Na cobertura esportiva, a Copa do Mundo de 2026 tem jogos movimentados: Lukaku ajudou, mas Egito segurou empate por 1 a 1 com a Bélgica; Arábia Saudita e Uruguai empataram, deixando o grupo H sem vitórias; e o Irã não aproveitou torcida a favor em Los Angeles, empatando com a Nova Zelândia.



