Conteúdo editorial apoiado por Tempo Real Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terça-feira. Os índices futuros dos EUA operam sem força após recordes, enquanto investidores avaliam o cenário global.
Ásia-Pacífico fecha sem direção única
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o dia de forma mista, com investidores analisando o acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, além de dados econômicos da região. As vendas no varejo da China caíram pela primeira vez em mais de três anos em maio, sinalizando um aprofundamento da recessão econômica. A produção industrial, por sua vez, registrou aumento de 4,5% em maio, superando as estimativas de crescimento de 4,3%. A taxa de desemprego caiu para 5,1% em maio, em comparação com 5,2% em abril. O banco central do Japão elevou sua taxa básica de juros para o nível mais alto em mais de 30 anos, atingindo 1%, em linha com as expectativas de economistas consultados pela Reuters.
- Shanghai SE (China): -0,11%
- Nikkei (Japão): +0,13%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -1,59%
- Nifty 50 (Índia): +0,45%
- ASX 200 (Austrália): +0,04%
BC do Japão eleva taxa de juros para maior nível em 31 anos
O aumento foi o primeiro desde dezembro e alinha o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando uma política monetária mais restritiva.
Bolsas da Europa avançam com acordo EUA-Irã
As ações europeias registram ligeira alta nesta terça-feira, dando continuidade à recuperação da sessão anterior, impulsionada por um acordo preliminar entre os EUA e o Irã que poderia permitir a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Os preços do petróleo caíam, um fator positivo para o continente dependente da importação de petróleo, com o Brent Crude negociado perto de US$ 82 por barril, aliviando preocupações com a inflação que haviam impulsionado as expectativas de maior aperto monetário. “A Europa se tornará muito atraente porque taxas de juros mais baixas e preços mais baixos do petróleo vão simplesmente tornar suas empresas mais lucrativas”, disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da corretora XTB.
- STOXX 600: +0,44%
- DAX (Alemanha): +0,67%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,57%
- CAC 40 (França): +0,75%
- FTSE MIB (Itália): +1,28%
EUA: índices futuros sem força após recordes
Os índices futuros dos EUA operam ligeiramente em alta nesta terça-feira, após o recorde de fechamento do Dow Jones, impulsionado pelo acordo de paz entre os EUA e o Irã. Agora, as atenções se voltam para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). As ações subiram na segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo que o país e o Irã assinarão um acordo de paz no fim da semana. Embora o texto ainda não tenha sido divulgado, autoridades americanas afirmaram que ele permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial, sem a cobrança de pedágios. O foco do mercado passa a ser a primeira reunião do Fed sob a liderança de Kevin Warsh, que assumiu a presidência da instituição no lugar de Jerome Powell. O novo presidente inicia sua gestão em um cenário desafiador, marcado pela inflação elevada e pela expectativa de investidores de que o banco central tenha de elevar os juros ainda este ano.
- Dow Jones Futuro: +0,08%
- S&P 500 Futuro: +0,01%
- Nasdaq Futuro: +0,18%
Acordo EUA-Irã: dúvidas persistem
Dúvidas pairavam sobre o acordo provisório entre EUA e Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, enquanto as empresas de transporte marítimo afirmaram que pode levar semanas para que a confiança seja restaurada após a reabertura do Estreito de Ormuz, e questões fundamentais continuavam sem resposta. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o acordo para interromper o conflito estava “fechado” e avançando para uma segunda fase, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados e ambos os países afirmem que uma trégua permanente ainda precisa ser negociada. O acordo provisório prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou desde que EUA e Israel atacaram o Irã em fevereiro. Os negociadores abordariam questões difíceis, como o futuro do programa nuclear do Irã, durante a próxima fase das negociações, que, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, teria início na Suíça na sexta-feira, após a assinatura formal do acordo-quadro. Outras duas questões que Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu usaram para justificar a guerra — acabar com o apoio do Irã a grupos armados regionais e conter seu programa de mísseis — não devem constar na agenda dessas negociações. (Reuters)
IGP-10 cai 0,30% em junho
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho. No mês de maio, a taxa havia sido de 0,89%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,16% no ano e de 2,15% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-10 havia caído 0,97% e acumulava alta de 5,62% em 12 meses.
Wall Street fecha em forte alta
Os principais índices em Nova York fecharam a sessão de ontem com fortes altas. Investidores em Wall Street se empolgaram com o anúncio de acordo que pode levar ao fim da guerra entre Irã e EUA. O documento tem previsão para ser assinado no dia 19, sexta-feira, na Suíça, o que fez o petróleo desabar e seguir em baixa nesta segunda-feira. Há ainda questões a serem resolvidas, há uma boa dose de incertezas, mas o otimismo domina os mercados. Com isso, o Dow Jones chegou a um novo recorde histórico de alta. Também em foco, a continuidade da euforia após o IPO da SpaceX na sexta-feira, que elevou o sentimento. “Parece estar muito mais organizado do que eu esperava, e isso não é ruim”, disse à CNBC Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management. “Esta não é uma ação que virou meme logo de cara; as pessoas estão realmente adicionando-a às suas carteiras e mantendo-a, sem tentar se desfazer dela”.
- Dow Jones: +0,92% (51.671,83 pontos)
- S&P 500: +1,66% (7.554,53 pontos)
- Nasdaq: +3,07% (26.683,94 pontos)
Dólar comercial sobe 0,09%
O dólar comercial voltou a subir frente ao real. O movimento foi na direção oposta da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, com menos 0,07%, aos 99,68 pontos.
- Venda: R$ 5,067
- Compra: R$ 5,066
- Mínima: R$ 5,027
- Máxima: R$ 5,074
Ibovespa cai 0,42%
O Ibovespa terminou ontem com queda de 0,42%, aos 170.415,13 pontos.
- Máxima: 174.224,27
- Mínima: 170.351,05
- Diferença para a abertura: -717,53 pontos
- Volume: R$ 29,80 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (15): -0,42%
- Semana: -0,42%
- Junho: +0,85%
- 2T26: -7,90%
- 2026: +5,97%
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