O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com um tom mais pessimista em relação ao Brasil, pressionado por preocupações fiscais e pelo cenário eleitoral de 2026. Apesar disso, o Ibovespa registrou alta, impulsionado por movimentos pontuais, mesmo com a produção industrial aquém do esperado e o fechamento de Nova York devido ao feriado nos Estados Unidos.
Eleição de 2026 e fiscal pesam no humor do mercado
De acordo com a gestora Norte Asset, as incertezas em torno do pleito presidencial de 2026 e a situação fiscal do país têm gerado exageros nas análises. A avaliação é de que o cenário não está nem definido nem desastrosa, mas o mercado já precifica riscos elevados. O chefe do Bank of America (BofA) no Brasil afirmou que “estrangeiro não tem medo do Lula; estrangeiro conhece o Lula”, sugerindo que a aversão ao risco está mais ligada a questões estruturais do que ao governo atual.
Ibovespa sobe apesar de dados fracos e feriado nos EUA
O Ibovespa fechou em alta, superando os 174 mil pontos, mesmo sem a referência do mercado americano, que permaneceu fechado. A produção industrial brasileira veio abaixo das expectativas, mas não impediu o avanço do índice. A ausência de Wall Street reduziu o volume de negócios, mas o mercado local encontrou suporte em setores como o de aviação, com a Embraer registrando o melhor dado de entregas em 16 anos, e em empresas como a Pluxee, que superou previsões de receita, embora tenha alertado sobre regras no Brasil.
Compras de Tesouro IPCA+ disparam 70% com juro recorde
Os investidores continuam migrando para a renda fixa atrelada à inflação. As compras de Tesouro IPCA+ dispararam mais de 70%, impulsionadas pelos juros reais recordes. A taxa oferecida atrai tanto pessoas físicas quanto institucionais, que buscam proteção contra a alta da inflação e rentabilidade elevada.
BofA questiona fim do ciclo de cortes da Selic com queda do petróleo
O Bank of America revisou suas projeções para a Selic, questionando o fim do ciclo de cortes. A queda recente do petróleo pode aliviar as pressões inflacionárias, abrindo espaço para novos cortes na taxa básica de juros. O banco avalia que o cenário externo, com a desaceleração da economia global, também contribui para essa revisão.
Caso Grupo Mateus reacende riscos tributários para varejistas
O caso envolvendo o Grupo Mateus trouxe à tona novamente os riscos tributários enfrentados por varejistas e farmacêuticas. A empresa está sob investigação por supostas irregularidades fiscais, o que gerou preocupação no setor. Especialistas alertam que a complexidade do sistema tributário brasileiro expõe as companhias a contingências que podem afetar seus resultados.
Ações que mais pagaram dividendos no 1º semestre
No primeiro semestre de 2025, as ações que mais pagaram dividendos incluíram empresas dos setores de energia, bancos e telecomunicações. Analistas indicam oito papéis com potencial para continuar distribuindo bons proventos, como forma de gerar renda passiva aos investidores.
Expert XP amplia agenda com desenvolvimento pessoal
A Expert XP, maior evento de investimentos da América Latina, ampliou sua programação para incluir temas de desenvolvimento pessoal e carreira. A iniciativa visa atrair um público mais amplo, interessado não apenas em finanças, mas também em crescimento profissional e bem-estar.
No cenário internacional, o Japão manteve alerta cambial e sinalizou prontidão para conter a fraqueza do iene. O estreito de Ormuz permanece tenso, com 8 mil marinheiros presos apesar do cessar-fogo entre Irã e EUA. Na Europa, uma onda de calor provocou 3.700 mortes adicionais na França, Holanda e Bélgica.



