Expansão de óleo e gás impulsiona vagas remotas de engenharia
Óleo e gás impulsionam vagas remotas de engenharia

A expansão do setor de óleo e gás no Brasil está gerando um aumento significativo na oferta de vagas remotas para profissionais de engenharia. Segundo levantamento da consultoria Dino, o número de oportunidades nessa modalidade cresceu 35% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Demanda por engenheiros cresce com novos projetos

O aquecimento do mercado deve-se principalmente a novos projetos de exploração e produção, tanto em terra quanto no mar. Empresas como Petrobras e Shell ampliaram seus investimentos, demandando engenheiros de petróleo, mecânicos, elétricos e de automação. “A flexibilidade do trabalho remoto permite que as companhias contratem talentos de qualquer região, sem a necessidade de realocação”, explica Carlos Mendes, diretor da Dino.

As vagas remotas representam atualmente 40% do total de contratações na área de engenharia para o setor de óleo e gás, um salto em relação aos 25% registrados em 2024. Os salários podem chegar a R$ 25 mil para cargos seniores, com benefícios adicionais como auxílio-home office e horários flexíveis.

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Perfil do profissional remoto

Para atuar remotamente, o engenheiro precisa ter domínio de ferramentas digitais de simulação e modelagem, além de habilidades de comunicação e autogestão. “O profissional precisa ser proativo e ter disciplina para cumprir prazos sem supervisão presencial”, ressalta Mendes. A consultoria aponta que as áreas com maior demanda são engenharia de poços, engenharia de reservatórios e engenharia de equipamentos submarinos.

Além das grandes petroleiras, empresas de serviços como Schlumberger e Halliburton também estão ampliando suas equipes remotas. “Estamos vendo uma transformação no modelo de trabalho, que veio para ficar”, afirma o diretor.

Impacto no mercado de trabalho

O crescimento das vagas remotas beneficia especialmente profissionais de regiões fora dos grandes centros, como Nordeste e Norte, onde estão localizadas muitas operações de óleo e gás. “Isso reduz desigualdades regionais e permite que engenheiros locais tenham acesso a oportunidades sem precisar se mudar”, avalia Mendes.

A tendência é que o número de vagas remotas continue aumentando, acompanhando a expansão do setor. A Dino projeta um crescimento de 20% no segundo semestre de 2026, impulsionado por novos leilões de blocos exploratórios previstos para setembro.

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