A mais recente pesquisa Genial/Quaest trouxe à tona um dado significativo: a percepção de que a renda cresceu mais do que o custo de vida melhorou entre os brasileiros de baixa renda, especialmente aqueles que ganham até dois salários mínimos. Esse movimento tem beneficiado a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que diz a pesquisa
De acordo com o levantamento, na faixa de renda de até dois salários mínimos, houve um aumento na proporção de pessoas que consideram que sua renda subiu mais do que as despesas. Esse indicador é crucial para medir a satisfação econômica da população mais vulnerável.
O cientista político Felipe Nunes, responsável pela análise dos dados, explicou que essa percepção positiva é impulsionada por medidas governamentais recentes. Entre elas, destacam-se o programa Desenrola, que renegocia dívidas, e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Impacto na popularidade de Lula
A melhora na percepção de renda entre os mais pobres tem reflexos diretos na popularidade do presidente Lula. A pesquisa mostra que, nesse segmento, a avaliação positiva do governo supera a de Bolsonaro, revertendo uma tendência observada em levantamentos anteriores.
Para Nunes, a combinação de políticas de transferência de renda e alívio fiscal está gerando um efeito concreto na vida dos brasileiros de menor poder aquisitivo, o que se traduz em apoio político. “Quando as pessoas sentem que sua situação financeira está melhorando, elas tendem a avaliar melhor o governo”, afirmou.
Contexto econômico
A pesquisa foi realizada em um momento de queda da inflação e de recuperação do mercado de trabalho, fatores que também contribuem para a percepção de aumento da renda real. Apesar disso, especialistas alertam que a melhora ainda é desigual e que desafios estruturais persistem.
Os dados da Genial/Quaest reforçam a importância de políticas focadas nos mais pobres para a manutenção da popularidade do governo. Com a aproximação das eleições de 2026, a tendência de recuperação da percepção econômica pode ser um trunfo para a base governista.



