Manual de sabotagem dos EUA na Segunda Guerra ensina táticas para atrapalhar o trabalho
Manual de sabotagem dos EUA na Segunda Guerra ensina táticas para atrapalhar o trabalho

Um manual de 32 páginas distribuído pelo Escritório de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos em janeiro de 1944 ensina técnicas de sabotagem simples para serem aplicadas no ambiente de trabalho. O documento, intitulado 'Simple Sabotage Field Manual', foi criado para orientar cidadãos infiltrados em países ocupados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Entre as recomendações estão: 'seja simpático com trabalhadores ineficientes, dê-lhes promoções imerecidas; discrimine contra os eficientes e queixe-se injustamente do trabalho deles', 'marque reuniões quando houver trabalho mais importante a fazer', 'multiplique a papelada de forma plausível' e 'aumente procedimentos: faça com que três pessoas tenham de aprovar o que uma só poderia aprovar'.

O cientista político Leonardo Bandarra, pesquisador na Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, explica que o manual se insere no conceito de guerra híbrida, que combina métodos militares e não militares, como informação e atividades psicológicas. O historiador Victor Missiato, do Instituto Mackenzie, destaca que a espionagem e a sabotagem se aperfeiçoaram nesse período.

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O consultor de segurança Hugo Tisaka, fundador da NSA Global, compara o documento ao 'Manual do Guerrilheiro Urbano', de Carlos Marighella, de 1969. O cientista político Paulo Niccoli Ramirez, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, classifica as táticas como 'estratégias antiadministrativas', que usam o excesso de zelo para interromper a produtividade.

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