A Lupo, centenária fabricante de meias e cuecas, registrou lucro de R$ 1,587 milhão em 2025, impulsionada pela operação de sua nova fábrica no Paraguai. A unidade, inaugurada em junho em Ciudad del Este, recebeu investimento de R$ 30 milhões e tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano, empregando cerca de 110 pessoas.
A decisão de transferir parte da produção para o Paraguai foi motivada pelo aumento da carga tributária no Brasil, especialmente após a Lei 14.789/2023, que eliminou a isenção de impostos federais sobre incentivos fiscais estaduais e municipais. A CEO da Lupo, Liliana Aufiero, afirmou que os impostos estão 'comendo a operação de forma violenta' e que o Brasil 'empurrou' a empresa para o Paraguai.
Além da pressão tributária, a executiva citou a concorrência de empresas chinesas instaladas no Paraguai, que conseguem vender no Brasil com custos menores sem investir em marca. 'Se ele consegue vender no Brasil sem investir em marca, e oferecer um bom produto a um custo menor, eu tenho que ter as mesmas vantagens', disse Liliana.
Apesar dos desafios, a Lupo mantém a liderança nacional na venda de meias e cuecas e domina o mercado de meia-calça com as marcas Lupo, Trifil e Scala. A empresa também diversifica seus negócios com o lançamento do primeiro tênis da marca, o Origem, e investe na linha Lupo Sports.



