Os juros futuros no Brasil encerraram em direções opostas nesta quarta-feira, com a curva a termo ganhando inclinação. O movimento foi influenciado pelo cenário externo, marcado pela abertura da curva de juros global, alta do petróleo e preocupações fiscais no Reino Unido.
Pressões externas e expectativas internas
No mercado doméstico, as expectativas de inflação também contribuíram para a inclinação da curva. As taxas de curto prazo caíram levemente, enquanto os vencimentos mais longos subiram, refletindo incertezas sobre o rumo da política monetária e fiscal.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 fechou com taxa de 14,31%, ante 14,34% do ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2031 subiu de 14,61% para 14,69%.
Impacto do petróleo e Reino Unido
No exterior, a alta do petróleo pressionou as taxas de juros, especialmente nos países desenvolvidos. As preocupações com a situação fiscal do Reino Unido, que elevou os prêmios de risco nos títulos britânicos, também contaminaram os mercados emergentes, como o Brasil.
Segundo analistas, a combinação de inflação persistente e juros globais elevados deve manter a curva inclinada no curto prazo. “O mercado precifica um aperto monetário mais prolongado tanto aqui quanto lá fora”, afirmou um operador.



