O JPMorgan emitiu um alerta nesta quinta-feira: o alívio recente no fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira não deve se sustentar. Segundo o banco, fatores como o cenário fiscal doméstico, as tarifas comerciais dos EUA e as tensões no Oriente Médio continuam a pesar sobre o apetite por risco.
Alívio temporário no fluxo estrangeiro
Após um período de saídas expressivas, o fluxo estrangeiro para a B3 mostrou uma leve recuperação nas últimas semanas. No entanto, o JPMorgan avalia que esse movimento é pontual e não reflete uma mudança estrutural. "O fluxo estrangeiro para o Brasil continua volátil e sujeito a choques externos", afirmou o banco em relatório.
Dólar ronda estabilidade com tarifas e Oriente Médio
O dólar opera próximo da estabilidade nesta quinta-feira, com investidores monitorando as tarifas comerciais impostas pelos EUA e a escalada de tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana também reflete a expectativa de novos dados econômicos nos Estados Unidos, que podem influenciar a trajetória dos juros.
Brasil taxado novamente: tarifa de 12,5%
O Brasil foi novamente alvo de uma tarifa de 12,5% sobre exportações para os EUA, que passa a valer hoje. A medida, justificada por Washington como resposta a práticas comerciais consideradas desleais, deve impactar setores como siderurgia e agricultura. O governo brasileiro avalia medidas de retaliação, mas busca uma solução negociada.
Expert XP 2026: mercado atento a pesquisas e alianças
O evento Expert XP 2026 reúne investidores e autoridades em São Paulo. Entre os destaques da programação, estão palestras de Will Smith, do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-diretor do BC, Ilan Goldfajn. O mercado acompanha de perto as discussões sobre o cenário eleitoral e as alianças políticas, que podem afetar a agenda de reformas.
ISA Energia e outras ações em foco
A ISA Energia precificou suas ações em R$ 27 por papel em uma oferta que pode levantar até R$ 1,2 bilhão. Já a Axia convocou assembleia para votar a incorporação de subsidiárias. A Eneva e a Raízen também estão entre as ações recomendadas para acompanhamento.
LCIs e LCAs pagarão menos em 2026
Com o fim da isenção fiscal no radar, as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCIs e LCAs) devem oferecer rendimentos menores a partir de 2026. A mudança já começa a ser precificada pelo mercado, afetando a atratividade desses papéis para investidores pessoa física.
Fiagro VGIA11 desaba 25% com inadimplência
O fundo imobiliário Fiagro VGIA11 registrou queda de 25% após a inadimplência de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A gestora classifica a reação como "irracional" e afirma que o evento é pontual, mas investidores seguem cautelosos.



