O JPMorgan emitiu um alerta sobre o fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira: o alívio recente não deve durar. Segundo o banco, fatores como riscos fiscais domésticos e o cenário externo adverso devem limitar a entrada de recursos nos próximos meses.
Alívio temporário no fluxo estrangeiro
Após um período de saídas intensas, o mercado brasileiro registrou uma leve recuperação no fluxo de investidores estrangeiros em julho. No entanto, o JPMorgan considera esse movimento pontual. “O alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar”, afirmou o banco em relatório. A instituição destaca que a melhora foi impulsionada por fatores técnicos, como o rebalanceamento de carteiras globais, e não por uma mudança estrutural na percepção de risco do país.
Riscos fiscais e externos pesam
O principal entrave para a atração de capital estrangeiro é a incerteza fiscal. O governo brasileiro enfrenta dificuldades para aprovar medidas de ajuste das contas públicas, o que eleva o prêmio de risco. Além disso, o ambiente externo continua desafiador, com juros elevados nos Estados Unidos e desaceleração da economia global. “Enquanto não houver sinais claros de consolidação fiscal, o fluxo estrangeiro deve permanecer volátil”, alerta o JPMorgan.
Impacto no Ibovespa
A redução do fluxo estrangeiro pode pressionar o Ibovespa, que depende em grande parte do capital externo para sustentar altas. O índice acumula queda de 4% no ano, e a perspectiva de menos recursos estrangeiros pode dificultar uma recuperação consistente. O JPMorgan recomenda cautela com ativos brasileiros, especialmente ações de empresas expostas ao mercado doméstico.



