O JP Morgan Chase, maior banco dos Estados Unidos, registrou lucro líquido de US$ 14,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 41% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou as expectativas do mercado, impulsionado pelo aumento da receita com juros líquidos, que atingiu recorde de US$ 24,8 bilhões, alta de 18% na comparação anual.
Desempenho operacional e receitas
A receita total do banco cresceu 22%, para US$ 45,6 bilhões, beneficiada pelo ambiente de juros elevados nos Estados Unidos. A margem financeira líquida (NII) – diferença entre o que o banco ganha com empréstimos e paga por depósitos – subiu para US$ 24,8 bilhões, superando a estimativa dos analistas de US$ 23,9 bilhões. O CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, afirmou que "o banco continua se beneficiando de taxas de juros mais altas e de uma economia resiliente".
Provisões e crédito
O banco provisionou US$ 3,1 bilhões para perdas com crédito, acima dos US$ 2,5 bilhões de um ano antes, refletindo maior cautela com o cenário econômico. No entanto, as despesas com provisão ficaram abaixo do esperado por analistas, que projetavam US$ 3,3 bilhões. A taxa de inadimplência permaneceu baixa, em 0,45%.
Impacto dos juros altos e perspectivas
O resultado do JP Morgan reflete o momento favorável para os grandes bancos americanos, que têm se beneficiado da política monetária restritiva do Federal Reserve. A receita com juros líquidos do banco deve ficar entre US$ 95 bilhões e US$ 96 bilhões em 2026, acima da previsão anterior de US$ 93 bilhões. Dimon alertou, porém, para riscos como inflação persistente e tensões geopolíticas. "Estamos atentos aos riscos, mas o banco está bem posicionado para navegar por diferentes cenários", completou.
Comparação com concorrentes
O lucro do JP Morgan superou o de seus pares: o Bank of America reportou alta de 28% no lucro trimestral, enquanto o Citigroup teve crescimento de 35%. O banco também anunciou a recompra de US$ 4 bilhões em ações no trimestre e elevou o dividendo em 10%.



