A projeção para a inflação de 2023 registrou ligeira queda, passando para 5,15%, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O número reflete resultados surpreendentemente baixos do IPCA nos últimos meses. No entanto, a estimativa para 2028 chamou atenção ao subir de 3,70% para 3,78%, evidenciando preocupações estruturais de longo prazo, especialmente no campo fiscal.
Queda na inflação de curto prazo
A redução na projeção para 2023 foi atribuída a indicadores recentes do IPCA que vieram abaixo do esperado. A economista-chefe Marcela Kawuati, em análise, destacou que os números mostram um alívio temporário, mas alertou para os riscos persistentes. "Os resultados surpreendentes do IPCA contribuíram para essa queda, mas o cenário fiscal ainda é um ponto de atenção", afirmou a economista.
Aumento na estimativa para 2028
O aumento na projeção para 2028, de 3,70% para 3,78%, reflete preocupações com a sustentabilidade fiscal e os subsídios a crédito. Kawuati observou que esses fatores são críticos para a trajetória de longo prazo da inflação. "O cenário fiscal e os subsídios a crédito são elementos que podem pressionar a inflação futura", explicou.
Impacto geopolítico limitado
A situação geopolítica, como o conflito entre EUA e Irã, não deve impactar significativamente a inflação atual, a menos que haja um disparo no preço do petróleo. Até o momento, os efeitos são considerados marginais. As projeções para o PIB e o dólar permanecem estáveis, sem grandes alterações em relação às estimativas anteriores.
Perspectivas econômicas
O Banco Central mantém o monitoramento constante dos indicadores. A combinação de fatores domésticos e externos continuará a influenciar as projeções. A economista concluiu que "a política fiscal será determinante para a convergência da inflação às metas nos próximos anos".



