O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,50% em junho, após taxa de 0,84% em maio. Com isso, o índice acumula alta de 3,27% no ano e de 3,16% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-M havia caído 1,67% e acumulava 4,39% em 12 meses.
EUA e Irã suspendem ataques; futuros de NY avançam
Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta segunda-feira (29), impulsionados por relatos de que Estados Unidos e Irã concordaram em interromper os ataques de retaliação iniciados no fim de semana, abrindo espaço para a continuidade das negociações de paz. Dow Jones Futuro sobe 0,39%, S&P 500 Futuro avança 0,81% e Nasdaq Futuro tem alta de 1,21%.
Os mercados iniciaram uma semana encurtada por feriado em clima de cautela, após os Estados Unidos realizarem ataques contra alvos militares iranianos no fim de semana. A ofensiva elevou as tensões no Oriente Médio e reacendeu preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia. A ação militar ocorreu depois de Washington acusar Teerã de promover ataques na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Na sequência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao afirmar, em publicação na Truth Social, que o país poderia “concluir militarmente o trabalho que começamos com muito sucesso”. Ele acrescentou que, caso isso ocorresse, “a República Islâmica do Irã deixará de existir”.
Confiança do Comércio e de Serviços sobem em junho
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE subiu 0,9 ponto em junho, para 85,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,2 ponto, para 85,2 pontos.
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE avançou 2,1 pontos em junho, para 90,8 pontos, maior nível desde janeiro de 2026 (90,9 pontos). Na média móvel trimestral, o índice passa a estar em tendência ascendente, com alta de 0,8 ponto, para 89,1 pontos.
Abertura de mercados: Oriente Médio e medidas de adimplência no Brasil
O conflito no Oriente Médio fica no radar neste início de semana depois que Estados Unidos e Irã concordaram em suspender as hostilidades recentes e retomar as negociações, enquanto no Brasil o governo anuncia medidas de incentivo à adimplência. EUA e Irã trocaram novos ataques no fim de semana antes de concordarem em cessar as hostilidades e se reunirem no Catar na terça-feira, deixando os investidores apreensivos quanto ao cessar-fogo declarado.
A retomada da via diplomática virá após vários dias de ataques recíprocos, iniciados depois que um projétil iraniano atingiu um navio cargueiro no Estreito de Ormuz na semana passada, enquanto ambos os lados se acusavam mutuamente de violar um cessar-fogo temporário.
Na agenda nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participam pela manhã em Brasília do anúncio de medidas para aliviar o peso das dívidas na renda das famílias que estão com as contas em dia, segundo a Reuters.
Wall Street fecha semana mista; IA segue no radar
Os investidores em Wall Street terminaram o dia oscilando, em um dia de muitas viradas, por conta das ações de tecnologia voltadas à IA, que ainda seguem como aposta e como desconfiança ao mesmo tempo, ainda mais com o possível adiamento do IPO da OpenAI para o ano que vem. Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird, ainda se mostra otimista em relação ao setor de IA no longo prazo: “Nos próximos 12 meses, ainda apostaria no desempenho superior das ações de semicondutores e de infraestrutura de IA, porque a demanda é simplesmente insaciável”, afirmou à CNBC.
Embora haja “um pequeno período de recuperação para algumas das empresas que ficaram para trás, não acredito necessariamente que se trate de uma rotação completa, na qual as empresas de infraestrutura de IA ficarão para trás nos próximos 12 meses ou algo do tipo”.
Na sexta-feira, Dow Jones fechou praticamente estável (-0,01%), S&P 500 caiu 0,06% e Nasdaq recuou 0,24%. Na semana, Dow Jones subiu 0,68%, S&P 500 caiu 2,36% e Nasdaq perdeu 4,60%.
Dólar comercial cai pelo segundo dia; Ibovespa sobe
O dólar comercial encerrou a sexta-feira (26) com queda de 0,20%, cotado a R$ 5,167 para venda e R$ 5,166 para compra, com mínima de R$ 5,156 e máxima de R$ 5,188. O movimento foi na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, índice do dólar, em baixa de 0,10%, aos 101,33 pontos. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,10%.
O Ibovespa fechou a sexta-feira com alta de 0,76%, aos 173.295,14 pontos, com máxima de 173.964,44 pontos e mínima de 171.123,94 pontos. O volume financeiro foi de R$ 23,90 bilhões. Na semana, o índice subiu 2,95%; no mês de junho, caiu 0,24%; no segundo trimestre, recuou 7,24%; e no ano de 2026, acumula alta de 8,41%.



